Mesmo contra a “verdade oficial”, cada jornalista de Record escreve o que lhe dita a sua consciência

—–Mensagem original—–

De: vs.carvalho@iol.pt [
Enviada: quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011 15:30
Para: @record.pt
Assunto: mais rigor na informação

Boa Tarde

Comprei hoje o vosso Jornal Record e verifico que não existe rigor na informação, ou é ou não é, agora ser as duas coisas é que é demais.

Na análise ao arbitro do jogo LazioxSCP, na página 6, o jornalista diz que o arbitro errou ao não assinalar penalty de Evaldo. Na página 10 outro jornalista diz que arbitro não deu e bem penalty contra o Scp.

Ora em que ficamos? isto é informação ou é opinião? é que para comentadores que não chegam a lado nenhum já temos os batanetes do Dia seguinte da Sic.

Para mim esta informação é indeferente, mas não gosto de estar a ler um jornal onde não há consenso de opinião jornalista.

Cmps

Vasco Carvalho

mailto:vs.carvalho@iol.pt]

Nota da QdoC

Seria preferível, talvez, que todos pensássemos pela mesma cabeça, no caso, pela cabeça do diretor. Ou seja, ele dizia o que achava, lá do alto da sua imensa sabedoria: “É penálti!” E de todos os cantos da redação saíam, de imediato, gritos entusiásticos: “É penálti! É penálti! É penálti!”

Mas não é assim, um jornalista pensa pela própria cabeça. A direção de Record pode, se o entender, fazer com que o jornal tenha uma posição oficial, através de editorial, de uma coluna assinada por um diretor, até de chamadas de capa ou mesmo de manchete. O que não pode, nem deve, é impor que os outros 50 ou 60 opinadores do jornal vejam o mundo através dos seu óculos e que não se publique, em qualquer outra página, o contrário da “verdade oficial”.

Compreendo que haja leitores que não gostem, afinal, pensam também pela própria cabeça. Mas essa absoluta liberdade de opinião faz parte da linha editorial que seguimos há nove anos. E queremos, enquanto pudermos, enquanto formos nós, continuar assim.

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