Marco Silva: o exemplo de um treinador diferente

Sabemos como é, invariavelmente, pela experiência de anos: quando uma equipa perde, a tendência do seu treinador é para aproveitar qualquer incidência desfavorável do jogo para sacudir a culpa do capote.

No último fim-de-semana, um homem diferente deu a cara: Marco Silva, técnico do Estoril. A fazer um notável trabalho na Amoreira, teria sido fácil que o treinador canarinho se desculpasse, no final da partida em que empatou com o Sporting em Alvalade – após ter estado a vencer por 2-0 – com o facto de ter ficado reduzido a 10 unidades, após saída de Gonçalo Santos, por acumulação de amarelos, aos 61 minutos.

Os leões fizeram uma boa meia hora final e marcaram aos 76 e aos 84 minutos, com mérito. Mas tê-lo-iam conseguido a jogar contra 11? Talvez sim ou talvez não. A verdade é que para Marco Silva só contou o que fez ou não fez a sua equipa e não a decisão do árbitro de exibir o cartão vermelho ao n.º 13 estorilista.

Um grande exemplo, Marco. Chapeau!

Passe curto, publicado na edição impressa de Record de 2 outubro 2012

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