Colunista do "Record" e do "Correio da Manhã", anarco-individualista e adepto do Belenenses e do Real Madrid, Alexandre Pais foi diretor do "24horas", de 2001 a 2003, e do "Record", de 2003 a 2013, tendo iniciado o seu percurso jornalístico no "Mundo Desportivo", em 1964.

Marco Paulo de Mota

Como sofredor azul, já não podia mais com José Mota. Perguntava-me: por que funciona este tipo em todo o lado menos no Belenenses? Foi, por isso, que vi o treinador rumar a Setúbal com a mesma alegria que senti quando ele chegou ao Restelo.

Não podia ter mais razão, pois o técnico mantém intactas as suas qualidades e no Vitória tem somado êxitos a tal ponto que o que parecia fatal, a descida de divisão, está hoje longe das margens do Sado.  A culpa, está visto, era, apenas e só, do Belenenses e da desgraçada situação que atravessa.

O mistério, no entanto, continua a morar em Belém. É que, sem dinheiro para pagar a outro treinador do nível de José Mota, os azuis tiveram de recorrer a Marco Paulo, prata da casa, para dar um jeitinho, apanhar os cacos e tentar o milagre da permanência, quase a missão impossível.

Impossível? Não. Afinal, era possível, o Belenenses começou a ganhar, a somar pontos, a fugir à zona dos aflitos. Marco, discreto e modesto, está a ter sucesso onde Mota, apesar do seu prestígio, falhou. O futebol continua a ser uma caixinha de surpresas, que tanto nos prende como nos emociona…

Passe curto, publicado na edição impressa de Record de 4 abril 2012

Como sofredor azul, já não podia mais com José Mota. Perguntava-me: por que funciona este tipo em todo o lado menos no Belenenses? Foi, por isso, que vi o treinador rumar a Setúbal com a mesma alegria que senti quando ele chegou ao Restelo.
Não podia ter mais razão, pois o técnico mantém intactas as suas qualidades e no Vitória tem somado êxitos a tal ponto que o que parecia fatal, a descida de divisão, está hoje longe das margens do Sado.  A culpa, está visto, era, apenas e só, do Belenenses e da desgraçada situação que atravessa.
O mistério, no entanto, continua a morar em Belém. É que, sem dinheiro para pagar a outro treinador do nível de José Mota, os azuis tiveram de recorrer a Marco Paulo, prata da casa, para dar um jeitinho, apanhar os cacos e tentar o milagre da permanência, quase a missão impossível.
Impossível? Não. Afinal, era possível, o Belenenses começou a ganhar, a somar pontos, a fugir à zona dos aflitos. Marco, discreto e modesto, está a ter sucesso onde Mota, apesar do seu prestígio, falhou. O futebol continua a ser a caixinha de surpresas que nos prende e emociona…