José Mourinho Félix e o Belenenses

Mou+Mou

Agora que o Belenenses tem uma direção um bocadinho mais prafrentex, seria bom que o clube se lembrasse de prestar a devida homenagem a José Mourinho Félix, ou simplesmente a Mourinho, como era conhecido enquanto jogador.

É que a impressionante carreira do filho não pode fazer esquecer os méritos do pai, que serviu o Belenenses como jogador, ao longo de seis épocas, de 1968 a 1974, como treinador em 1982-83 – na temporada anterior a ter levado o Rio Ave à final da Taça de Portugal – e evitando, em 1971, como jogador-treinador e ao lado do jornalista Homero Serpa, o que teria sido e só por causa dele não foi, a primeira descida do Belenenses ao escalão secundário.

É conhecida a modéstia de Mourinho Félix, agora reforçada por ser pai de quem é, mas seria da mais elementar justiça que o Belenenses reconhecesse o trabalho e a dedicação ao clube de um homem que tudo construiu a pulso: desde o início da carreira como profissional, aos 18 anos, no Vitória de Setúbal – que representaria durante as 12 épocas (!) seguintes – até ser internacional, em 1972, no Brasil, no período em que jogava de cruz ao peito.

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