Colunista do "Record" e do "Correio da Manhã", anarco-individualista e adepto do Belenenses e do Real Madrid, Alexandre Pais foi diretor do "24horas", de 2001 a 2003, e do "Record", de 2003 a 2013, tendo iniciado o seu percurso jornalístico no "Mundo Desportivo", em 1964.

Mais dois textos sobre o roubo das reformas: um tema sem fim

From: Estrela Coimbra
[mailto:estrelacoimbra@gmail.com]
Sent: terça-feira, 21 de Agosto de 2012
13:38
To:
Subject: Parabéns ao Sr. Alexandre Pais
pela crónica de opinião “O grande carteirista”
(Sábado)

Caro Sr. Alexandre
Pais,

Li na Sábado, como aliás leio sempre com grande
interesse, a sua crónica de opinião “O grande carteirista” (link
abaixo).

http://comunidade.xl.pt/Record/blogs/quintadocareca/archive/2012/08/19/cr-243-nicas-da-s-225-bado-o-grande-carteirista.aspx

Poderia comentar no seu blog, mas teria de me registar e
prefiro enviar-lhe este e-mail.

Parabéns pela sua
frontalidade!

Sou reformada e sofro na pele o “roubo” que este governo
nos fez…Além disso, 7 anos de trabalho efectivo em Angola (que era
Portugal) não foram contados para a reforma…Escrevi, reclamei, e não me valeu
de nada…Teria de ter pago esses anos num prazo que foi pouco divulgado e que
ainda seria um pequeno balúrdio, embora se pudesse pagar faseadamente. Tentei
pagar depois do prazo e foi-me negada essa
hipótese.

Agora, com o seu blog, já poderei ler as suas crónicas,
sem ter de comprar a Sábado, pois esta crise obriga-nos a restringir
despesas…

Veja o que o meu Amigo (também de Angola) Nicolau Santos
escreveu e com o qual eu concordo em
absoluto:

Nicolau Santos, O
medo que trouxe dinheiro para cá
[no
Expresso]:

‘Entretanto, quem tiver um
simples e legal depósito a prazo em Portugal paga desde logo 20% de imposto de
capitais. E a classe média que trabalha por conta de outrem, na qual me incluo,
foi coletada, só em impostos diretos, em 43,5% mais uma sobretaxa extraordinária
de 3,5% em 2011, ou seja, entregou ao Estado 47% dos seus rendimentos em matéria
de IRS. Do que lhe sobrou, gastou parte a comprar produtos que, na sua maior
parte, são taxados com um IVA a 23%. Ou seja, a classe média, na qual me incluo
(e que é manifestamente milionária) entrega ao Estado, entre impostos diretos e
indiretos, qualquer coisa como 70% dos seus rendimentos. Quem vive de
rendimentos do capital, que coloca ilegalmente no exterior, paga uma taxa de
7,5% para os legalizar, podendo mantê-los tranquilamente no exterior.
É
mais uma prova de que a financeirização da economia mundial é profundamente
lesiva da produção e do trabalho. E que este modelo é errado e injusto,
pauperizando a classe média e criando sociedades cada vez mais violentamente
desiguais.’

Desejo que tenha muita Saúde e que continue sempre a
escrever com toda a frontalidade!

Um abraço amigo.

Estrela Coimbra

………………………………………………………………………………………………………………………………………

From: Bau Sousa
[mailto:bausousa@netcabo.pt]
Sent: sábado, 18 de Agosto de 2012
2:06
To: Sábado
Subject: para
sabermos

Melhores
cumprimentos.

Como leitor/assinante da Sábado li,
como habitualmente, o artigo de  Alexandre
Pais.

Sou reformado ao fim de 59 anos
trabalho (tenho 80) com uma reforma miserável, calculada é exemplificada. Nunca
fui funcionário publico, ou seja, não recebo o vencimento que tinha por inteiro
e não beneficio da saude como aqueles. Em que ganhei mais do que devia em
relação aos particulares 
para ser castigado?

Esta a primeira mentira constante dos
membros governo quando falam e dos deputados que os
apoiam.

Dizem constantemente, ainda hoje o
fizeram, no frente-a- frente da SIC, que o corte de 50% nos
subsídios…

Segunda mentira, nunca apontada por
jornal ou revista alguma.

Senão vejamos por exemplo 3
vencimentos:

 

783,75 E recebidos  300,74, ou sejam 
38      %   deveriam ser   391,87

847,54          “  
        269,51           “       31,79 %         “                
423,77

945,20          “          
106,15           “       11,2   %         “
                472,60

 

Estes desvios multiplicados por
milhares iguais a milhões

Não será altura de repor a
verdade?

Atentamente

Jorge Bau de
Sousa

Alcochete