Lucros dos grupos de media: contra números não há argumentos

Cofina com lucros de 19,5 milhões de euros em 2009
por Ana Marcela Meios&Publicidade

A Cofina* registou lucros de 19,5 milhões de euros até Setembro, anunciou ontem o grupo em comunicado enviado à CMVM. Destes 16,5 milhões resultam do impacto da valorização da participação do grupo na Zon Multimédia. O valor representa uma melhoria no desempenho do grupo liderado por Paulo Fernandes face a igual período do ano passado, altura em que apresentava resultados negativos de 49,6 milhões, também influenciados pela participação detida na operadora.No acumulado do ano o grupo apresentou receitas operacionais de 97,8 milhões de euros, menos 11,5% que em relação a igual período do ano passado, e custos operacionais de 83 milhões (-12,9%).

*Grupo de media em que se integram títulos como Record, Correio da Manhã, Sábado, Jornal de Negócios, Máxima ou TV Guia (nota da QuintadoCareca)

Media Capital com lucros de 17,6 milhões de euros em 2009
por Ana Marcela Meios&Publicidade

A Media Capital (MC) fechou o ano com lucros de 17,6 milhões de euros, valor que representa uma descida de 11% face ao ano anterior. De acordo com o relatório e contas do grupo da TVI, a holding apresentou contudo uma melhoria significativa nos seus resultados líquidos nos três últimos meses do ano, crescendo 84%, para os 7,2 milhões, face a igual período de 2008.A crise ocorrida em 2009, contudo, fez-se sentir nas receitas operacionais da MC que caiem 7%, para os 267,8 milhões de euros. Uma quebra para o qual contribuiu as descidas nas áreas de negócio de televisão (-7%, para 156,6 milhões de euros), entretenimento (-27%, para os 28,1 milhões) e rádio (-4%, para os 13,5 milhões de euros).

Impresa com lucros de 7,8 milhões de euros em 2009
por Carla Borges Ferreira Meios&Publicidade

A holding de Francisco Pinto Balsemão fechou 2009 com um resultado líquido positivo de 7,783 milhões de euros. “Num ano particularmente difícil para o sector, a Impresa concretizou assim o turnaround prometido aos accionistas no início do exercício”, diz a empresa no relatório enviado à CMVM, onde recorda que 2008 fechou com prejuízos de 26,9 M€. “Para alcançar estes objectivos, e uma vez que as receitas consolidadas (253,216 milhões de euros) desceram 7,3%, foram fundamentais a reestruturação efectuada em 2008, o plano de contingência lançado já em 2009 e o apertado controlo dos custos que se verificou ao longo de todo o exercício. Estas medidas permitiram que os custos operacionais descessem 18% ou 48,1 milhões, em 2009, em relação ao pró-forma”, explica a holding.

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