Lisboa, outra vez capital

Não tivesse o Sporting rubricado uma exibição de mérito – parabéns aos jogadores e a Carlos Carvalhal – e diríamos que foi pena os leões terem ontem faltado à chamada de uma grande jornada europeia para os velhos rivais lisboetas e para o futebol português.

O Benfica andou por Marselha a falhar mais uma goleada, com Di María de novo “divorciado” da baliza e Cardozo e Saviola em noite aziaga. Mas valeu a enorme disponibilidade física da equipa, aliada à sua evidente capacidade técnica, com Javi, Ramires, Maxi e o próprio Di María a recarregarem uma infindável bateria de produção de jogo, que acabou por dar frutos.

Em Alvalade, o Sporting sofreu pela menor coesão de uma defesa martirizada por lesões e castigos, nos minutos iniciais, e ainda pela falta de Izmailov no meio-campo, não lhe bastando a determinação inabalável dos jogadores e o indiscutível realinhamento táctico da equipa para eliminar o Atlético.

Foi pena. Mas o futebol português recuperou, enfim, a sul, parte da dimensão europeia que o poderoso rival nortenho momentaneamente perdeu.

Passe curto, a publicar na edição impressa de Record de 19 março 2010

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