Licensiados e ignurantes: qualquer coisa serve

Eles andam à solta, é verdade. E o enquadramento mínimo dos jornalistas em início de carreira, se falha durante o ano, em agosto é inexistente. Nesse salve-se quem puder, acabo de ouvir uma daquelas repórteres-mártires que andam de roda dos camionistas a afirmar, na SICN, que “a ANTRAM faltou à reunião” de hoje com os sindicatos… Pouco lhe interessa saber ou não sabe de facto – porque a preparação para o trabalho é zero – que não havia qualquer reunião marcada. A falta de rigor, o qualquer coisa serve, colocou-a ao serviço de uma das partes.

Ontem, outra repórter de nível idêntico, essa da RTP, explicava ter sido “a GNR” a dizer que os seus militares não estão preparados para conduzir os camiões, quando a indicação veio, sim, das associações sindicais, que não representam a instituição. A falta de rigor, o qualquer coisa serve, colocou-a também ao serviço de uma das partes e por sinal a mesma.

Eu sei que os grevistas estão atentos a tudo o que os repórteres dizem e que não é fácil falar no meio da turba irritada, mas ir trabalhar sem antes se procurar saber, pelo menos, o que se passou enquanto estivemos na praia, denuncia uma falta de profissionalismo atroz – ou atrós, que escreva-se como se escrever já ninguém liga.

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