LF Vieira e Pinto da Costa são os responsáveis

Escrevi ontem que os responsáveis pelas polícias foram os verdadeiros culpados dos confrontos anunciados entre marginais, supostos adeptos do Sporting e do Atlético de Madrid, na última quinta-feira, em Alvalade. Facilitaram o que se sabia ser difícil e o resultado foi mais uma vergonha para Portugal, amplamente explorada além-fronteiras.

Mas os novos incidentes que decorrem neste momento no Algarve, entre energúmenos que se dizem apoiantes de Benfica e FC Porto, já devem ser vistos à luz de outra realidade: a da própria existência destas claques e da utilização que lhes é dada fora dos campos de futebol, não propriamente nas badernas de rua mas, por exemplo, em assembleias-gerais “complicadas” ou em grupos de pressão à porta de tribunais.

Temos visto, aliás, a frequência com que elementos ligados a grupos de fanáticos têm vindo a ser detidos, acusados de diversas atividades criminosas, o que confirma a massa de que são feitos. E muitos não são sequer incomodados, como aquele “operacional” que há dias, com desfaçatez, deu conta ao país inteiro, frente a uma câmara de TV, das suas condenáveis façanhas de terror.

Por tudo isto, considero serem os presidentes de FC Porto e Benfica, Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira, pelo que permitem, os maiores responsáveis por tudo o que aconteça hoje no Algarve. Porque estes bandidos que se infiltram nas claques e armam estas confusões são estimulados pelas facilidades oferecidas pelos clubes ou “mecenas” a eles ligados – com sedes, material, bilhetes, camionetas, sandes, cervejolas, etc. – para a sua existência, organização, municiação e consequentes desacatos.

A culpa morrerá uma vez mais solteira. Mas, por detrás da arruaça, existem dois rostos, de olhos cerrados, ouvidos tapados e boca fechada, e que de nada sabem. Só que a autoria moral assenta-lhes como uma luva. 

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