Colunista do "Record" e do "Correio da Manhã", anarco-individualista e adepto do Belenenses e do Real Madrid, Alexandre Pais foi diretor do "24horas", de 2001 a 2003, e do "Record", de 2003 a 2013, tendo iniciado o seu percurso jornalístico no "Mundo Desportivo", em 1964.

Levo comigo o melhor da vida em 30 testemunhos

Fechado o meu ciclo de 10 anos, quatro meses e 27 dias à frente do Record, aqui ficam 30 testemunhos, palavras de generosidade, amizade, gratidão e grandeza de jornalistas que, naturalmente, não identifico para não ferir suscetibilidades…

1. Entrei no Record para um estágio de três meses. Senti que era a hora de mostrar que tenho valor para estar onde estou. Senti confiança para agarrar a oportunidade e no final fui recompensado. E é aí que aparece o “obrigado”. A si. Por ter acreditado que dali, daquele miúdo, poderiam vir coisas boas para o Record. Não sei que tipo de feedback lhe chegou, mas uma coisa lhe posso garantir: o máximo esteve sempre presente. Na minha humilde família sempre me ensinaram a lutar pelos objetivos e principalmente a agradecer. E é para isso mesmo que este email serve. Para lhe agradecer a oportunidade. Não serve para engraxar ou qualquer coisa do género. Nada disso. Nunca fui “puxa saco”. Serve, sim, como reconhecimento por me ter dado a oportunidade. E para além de nunca querer desiludir os meus pais e espero nunca o fazer, agora ficarei com a responsabilidade de não desiludir um grande senhor do Jornalismo português: Alexandre Pais. Pessoa que li, e muito, muitas vezes antes de chegar ao Record. Por tudo isto, um muito obrigado, diretor.

2. Quero dar-lhe um abraço agradecido de forma menos desajeitada do que há dias. A estabilidade que o Diretor conseguiu manter no nosso jornal permitiu que, pela minha parte, realizasse alguns sonhos e projetos pessoais e familiares. Agradeço-lhe, também por isso, a confiança profissional que depositou em todos nós, e que me esforço por não defraudar. Orgulho-me destes nossos anos no Record, pois ajudam-me a ser melhor como homem, como pessoa entre pessoas. Com a sua ajuda, Diretor, tive sempre motivos para nunca deixar de sorrir e, com o seu exemplo, continuo a aprender que só com trabalho de qualidade e com valores sólidos nos dignificamos como seres humanos ativos nesta sociedade tão mesquinha. Estive sempre atento à pessoa (e também fui lendo os artigos no Record, na Sábado e no CM, através da “Quinta do Careca”. Sempre encontramos nas palavras algo da alma de quem as escreve, não é assim?). Espero poder estar à altura dos exemplos que do meu Diretor recebi nestes anos. Não podia deixar de sublinhar a honra que sinto por servir os leitores sob a sua Direção. Espero que o futuro lhe sorria sempre. A vida é cheia de boas surpresas e será sempre feliz o momento em que nos encontrarmos. Os anos de aprendizagem e de trabalho que já vivi em equipa no nosso Record, nunca os esquecerei. Estamos juntos!

3. Caro diretor, na hora da despedida – a minha também chegará, não sei é quando… -, apenas gostaria de lhe agradecer a confiança e o reconhecimento que teve pelo meu trabalho. Nunca concordei com tudo da linha editorial que impôs, mas aprendi ao longo de mais de 30 anos de carreira a respeitar quem pensa pela sua cabeça e quem ousa. Como aconteceu nestes dez anos de Record. O meu obrigado por tudo e votos de muitas felicidades. Estarei sempre à disposição.

4. Compreendo esta coisa dos ciclos, mas custa-me vê-lo partir, habituado como estava a sabê-lo à frente deste Record ressuscitado. Desejo-lhe toda a saúde e bem estar nesta nova fase e como o Alexandre não é pessoa de se deixar ficar, ainda se calhar nos cruzaremos, era bom sinal.

5. A vida continua e fica sempre alguma coisa. Da minha parte, uma que sobrou: este caríssimo diretor raramente “se” elogiou (não me lembro disso, pelo menos…), mas sempre reconheceu os erros dele e assumiu até os de outros. Este é o meu aplauso. O que fica… No resto, siga para a frente e a aproveitar todos os momentos. Carpe Diem, caríssimo Alexandre.

6. Os poucos meses que trabalhámos juntos deixaram em mim uma impressão profunda. Só tenho que lhe agradecer todo o apoio e colaboração. Sei que parte da empresa um homem de carácter, e isso, hoje em dia, não pode ser menosprezado por ninguém. Um abraço.

7. Meu caro Diretor, nunca gostei de despedidas e já aprendi que se tiver uma boa oportunidade para fugir a esses momentos difíceis, o melhor é aproveitar. Vai aqui este texto simples e, pronto!, já está. (…) Havia mais, no entanto: competência, saber acumulado, empenho, ideias, motivação, inquietação e…  resultados. Não tive dúvidas que o Record – este Record – ainda estaria para durar. (…) E pensei: “Era a melhor coisa que me podia acontecer. Estava a precisar de aprender, outra vez, e vim parar ao sítio certo.” Era importante voltar a ter uma referência, um farol. Alguém com capacidade e autoridade para ensinar. Como se lidera, como se gere, como se faz. Não me enganei. Foi isso que vim encontrar no Record. Gostei mesmo muito trabalhar consigo. E não faço distinções no tempo, entre momentos bons, maus ou assim-assim. Junto tudo. E analiso. E gosto. Não me arrependo de nada. (…) O trabalho feito – parecendo pouco – é notável. Em circunstâncias dificílimas. (…) Não me custa nada dispensar-lhe tantos elogios, agora, na hora de despedida. Não espero nada em troca. (…) Meu caro Diretor, obrigado por tudo! Muitas felicidades. 

Compreendo esta coisa dos ciclos, mas custa-me vê-lo partir, habituado como estava a sabê-lo à frente deste Record ressuscitado.

8. Alexandre, muito obrigado pela camaradagem, profissionalismo e total apoio que sempre senti da tua parte. Atravessamos momentos difíceis que, paradoxalmente, revelam o melhor e o pior das organizações e das pessoas que nelas trabalham. Em que o sentimento de justiça escasseia cada vez mais. Grande abraço, muito obrigado e até já.

9. Também nestes momentos se mostra carácter e força. Quem me conhece sabe que não sou de elogios fáceis. Não cheguei a conhecê-lo bem, mas tenho-o como um jornalista, um gestor e um homem de grande valor, lutando sempre contra as adversidades com clareza de espírito e mente aberta. E procurando sempre fazer melhor. Assim continuará a ser – no Record ou noutro universo. Desejo-lhe um caminho pouco pedregoso e cheio daquela felicidade e paz de espírito que os Grandes percorrem. Um grande abraço.

10. Caro Alexandre, gostava de lhe deixar alguns agradecimentos. Obrigado pelo conhecimento que partilhou comigo nestes anos, que fez com que conhecesse ainda melhor a realidade de um jornal. Obrigado pelo seu rigor que fez com que eu melhorasse a minha forma de trabalhar. Quero ainda congratulá-lo pela forma como sempre motivou a sua equipa em todos os projetos que fizemos em conjunto. Mesmo os mais complexos foram sempre concretizados com o mesmo ânimo e vontade de os realizar, mesmo eu sabendo que, na maioria das vezes, estavam a trabalhar, como se diz na gíria, “com o pelo do cão”, por falta de meios. Desejo-lhe o maior sucesso no novo ciclo e deixo-lhe um até já.

11. Diretor, estes 10 anos foram para mim extraordinários. (…) pelo trabalho que desenvolvemos em conjunto e que nos fez sentir sempre que o empenho e o esforço valem a pena. Obrigada pelas oportunidades que me deu. 

12. É com muita pena que te vejo “partir”, foi para mim um enorme prazer trabalhar contigo. Aprendi muito, foste dos melhores profissionais com quem trabalhei, um profissional que sempre defendeu o seu titulo, que nunca virou as costas a qualquer desafio, mesmo que fosse muito penoso. Foste um verdadeiro PROFESSOR, obrigado! Obrigado pelo que me ensinaste, obrigado pelo tempo que me “dedicaste”, obrigado. Grande abraço

13. Diretor, da minha parte, um agradecimento pessoal pelas oportunidades que me foi dando, pela confiança depositada nas minhas “capacidades”. (…) Que agora descanse deste “manicómio” como muitas vezes apelidou esta casa e que bons ventos continuem a soprar na sua vida.

14. Neste momento, em que faltam poucos dias para seguir um novo rumo, quero apenas dirigir-lhe umas palavras, pois foi uma pessoa muito importante na minha carreira. Foi graças à oportunidade que me deu que consegui vingar neste mundo “cruel” que é o jornalismo. E por isso fica aqui o meu agradecimento. Espero que o futuro lhe traga o que mais deseja, nomeadamente mais sossego… Vou sentir muito a sua falta e é isso que gostava que soubesse. Tudo de bom para si!

15. Caro diretor, começo pelo agradecimento inevitável. Não sei o que lhe possa ter despertado o interesse para me convidar para escrever no jornal, mas resta-me apenas agradecer as oportunidades que me foi dando ao longo deste tempo. Cresci, ganhei maturidade e aprendi muito no jornal. Ao longo destes anos pensei por várias vezes abandonar o projeto e, se não o fiz, foi por sentir que lhe devia algo, que devia mostrar que não apostou em mim em vão e que devia lutar para conquistar o meu lugar dentro do Record. Ainda sou jovem e não percebi se consegui atingir o objetivo, mas garanto-lhe que dei sempre o meu melhor e continuarei a dar e a lembrar-me daquilo que me transmitiu. Desafiou-me e eu adoro que me desafiem. Tenho pena que abandone o jornal e que não me possa desafiar mais vezes. E também tenho pena de não ter partilhado mais alguns momentos da minha curta carreira consigo. Admiro-o, muito, por tudo o que o vi fazer ao longo deste tempo. Cometeu erros, como todos cometemos, mas não será facilmente esquecido porque deixou claramente a sua marca. O jornal ganhou muito com a sua liderança e eu ganhei a vida porque apostou em mim. Muito obrigada por tudo.

16. Quero agradecer-lhe o que fez por mim. Nem sempre concordámos mas partilhámos o desejo de fazer o melhor. Desejo-lhe felicidades. Viva com gosto, um abraço.

17. Caro Alexandre, deixe-me apenas dizer-lhe o seguinte: tenho muito orgulho e admiração por si e garanto-lhe que nestes anos a minha melhor recordação foi ter privado com alguém como o Alexandre, homem com rosto e honra, coisa que infelizmente não abunda. Forte abraço.

18. És o melhor diretor que a Cofina seguramente terá. Ficaremos mais pobres. Muito orgulho em trabalhar contigo!

19. Diretor, um grande abraço, com muito respeito.

20. Estou longe mas não poderia deixar passar a oportunidade de lhe agradecer a franqueza com que sempre me tratou. Recordo-me de um episódio bastante particular: depois de uma “confusão” em contas de apuramento, chamou-me para falar consigo e lembrou-me que o rigor deve andar de sempre de braço dado com um jornalista. Nunca mais esqueci essas palavras e acredite: daí em diante, tornei-me um melhor profissional. Senti-me na obrigação de lhe escrever este pequeno texto porque foi o diretor quem me deu a oportunidade de estar onde estou hoje: na minha cadeira de sonho. Muito obrigado por isso. Desejo-lhe as melhores felicidades e, com toda a sinceridade, é com bastante tristeza que o vejo partir.

21. Obrigado pelo que fez por mim e por todos nós. Grande abraço.

22. Após ter sido comunicado oficialmente que hoje seria o seu último dia, queria expressar-lhe um abraço solidário de amizade e de profundo reconhecimento profissional por ter passado aqui 13 anos sempre a aprender, a melhorar, e a tentar fazer o melhor possível sob a sua direção. Sinto-me um profissional mais rico em termos profissionais. Um valente abraço e com toda a certeza que nos veremos por aí durante semanas, meses e anos. Muito obrigado!

23. (…) Dez anos é muito tempo. É mais de um terço da vida que aqui deixo quase todos os dias. Uns melhores, outros piores, como tudo. Apreciei alguns momentos da “linha dura” que sempre defendeu, detestei outros, discordei de muitas coisas, concordei com outras. Apreciei essencialmente a defesa que sempre fez do jornal, mesmo se essa defesa incluiu factos que nunca subscreveria. Mas cada um de nós tem como ideal um jornal diferente. (…) O tempo é o que é, as circunstâncias também, e por isso queria apenas terminar dizendo que continuarei a tratá-lo por Director sempre e quando nos cruzarmos.


24. Caro Diretor, já que estamos em tempo de registar por escrito o que
nos vai na alma nestes dez anos em que o tivemos como diretor no Record,
permita-me o desabafo: o mais importante na vida consiste em sobreviver um dia
e outro dia. Uma tarefa que tanto pode ser simples como apresentar-se
extremamente difícil. Tudo depende do modo como a encaramos. O que lhe quero
dizer, no fundo, é que a minha vida profissional foi uma vida feliz, melhor,
muito feliz, nestes dez anos em que o tive ao meu lado, dispensando-me de
qualificar, por agora, cada gesto seu, cada palavra e cada atitude suas, o seu
exemplo, enfim, que deixam marcas para todo o sempre; o Record sem o nosso
diretor será com certeza um Record diferente e, muito sinceramente, diretor,
sei, porque me conheço, que não voltarei a ser tão feliz como fui. Está a ver
como a vida, a vida profissional, se pode apresentar, assim de repente e sem
aviso prévio, extremamente difícil?! Desculpe o desabafo, o acento tónico no
‘eu’, quando no fundo só quero agradecer tudo o que fez por mim. E,
acredite-me, nunca ninguém me deu tanto e tão bom nestes muitos anos que levo
como jornalista profissional.

25. Quero agradecer-lhe por me ter dado a oportunidade de ser
jornalista e a confiança que sempre depositou em mim. Com essa confiança vieram
as responsabilidades e com elas descobri que tinha qualidades que nunca
imaginei que tivesse. Desejo-lhe tudo de bom para o que vier a seguir!

26. Talvez
nos encontremos de novo. Bem haja!

27. Diretor, apesar de não ter tido
oportunidade para o fazer pessoalmente, não poderia deixar de, nesta hora de
despedida, lhe agradecer profundamente a oportunidade que me concedeu de poder
permanecer no Record após o meu estágio curricular. Possivelmente, terei sido o
último elemento a entrar nesta instituição pelas suas mãos e isso é um enorme
motivo de orgulho. Independentemente do futuro, ficarei eternamente grato pelo
voto de confiança e pela possibilidade de iniciar a minha carreira de
jornalista numa instituição grandiosa como é o Record. Desejo-lhe as melhores
felicidades. Muito obrigado.

28. Não se lembra de mim, e é natural, mas ajudou-me como
ninguém na minha vida profissional. Se não fosse o estágio de três meses (mais
outros três meses a recibos verdes) que me concedeu em 2008, sem ter nenhum
motivo para tal, tenho plena confiança que hoje não estaria onde estou, nem
seria o profissional que sou. Se hoje em dia sou jornalista – e sou – é porque
o diretor me deu a oportunidade que mais ninguém me dava na altura. É, por
isso, com tristeza que o vejo deixar o Record. Mas também é por isso que nunca
o esquecerei. Na altura agradeci-lhe a experiência que me proporcionou, mas
agora, passados quase cinco anos (foram os últimos seis meses de 2008),
reconheço ainda mais a influência que teve na minha vida. Até a frustrada
entrevista à Sábado (por ignorância e inexperiência minha) me serviu de lição.
Foi outro gesto do diretor que me deixou boquiaberto – a recomendação. Falhei,
é certo, mas com esse grande erro também aprendi muito. Nas entrevistas
seguintes, tudo foi diferente para melhor, muito melhor. É verdade que não me esqueço de quem me ajudou a formar e dar os
primeiros passos neste mundo (todos os editores e jornalistas do Record Online,
claro), mas não foram eles que apostaram em mim. Foi o diretor. Não me conhecia
(nem me conhece), mas isso pouco me interessa. Não brilhei e não sou, ainda, o jornalista
que quero ser, mas cresço e amadureço todos os dias sabendo que tudo começou
com o “seu” pontapé de saída na minha carreira. E por isso só lhe
posso estar grato. Obrigado. Queria também desejar-lhe as maiores felicidades para o futuro
que, tenho a certeza, será risonho.

29. Alexandre, por tudo o que aprendi contigo
ao longo de muitos anos, pela
capacidade que me deste de olhar a realidade, pela sensibilidade e sabedoria,
obrigada. Ficamos mais pobres, chefe Alex,
mas tu vais estar aí, para pôr os “pontos todos nos is” sempre que precisarmos. 
Um grande beijo da eterna “aluna”.

30. Caro Diretor, antes de mais quero pedir-lhe desculpa por lhe “falar” por aqui e não “face to face” mas, vá-se lá saber porquê, ainda sou demasiado acanhada em algumas situações. Queria apenas, já com alguns dias de atraso, agradecer-lhe por me ter dado uma oportunidade de ser jornalista e a confiança que sempre depositou em mim. Com essa confiança vieram as responsabilidades e com as responsabilidades descobri que tinha qualidades que nunca em tempo algum imaginei que tivesse. E acredite, para alguém da minha geração, habituada à ladainha pessimista de que somos mimados, privilegiados e impreparados, é um alívio descobrir que somos úteis e que podemos de alguma forma contribuir para um projeto. Tudo de bom para o que vier a seguir e, mais uma vez, mil perdões pela “intromissão” via online.

31. Um beijinho diretor, até amanhã…

Não preciso de mais nada para me sentir feliz. Um grande abraço para todos e até amanhã.