Colunista do "Record" e do "Correio da Manhã", anarco-individualista e adepto do Belenenses e do Real Madrid, Alexandre Pais foi diretor do "24horas", de 2001 a 2003, e do "Record", de 2003 a 2013, tendo iniciado o seu percurso jornalístico no "Mundo Desportivo", em 1964.

Imprensa perde 8,5 milhões de exemplares em 2014

APCT-JAN/OUT14, diários, quedas em % nas vendas em banca: Público 12%, DN e i 10%, Record 8%, O Jogo e JN 7%, Negócios 6%, DE 4% e CM 3%. Semanários: Visão 21%, Sol e Sábado 12%, Expresso 9%.

A queda dos nove diários auditados pela APCT foi de 6% graças ao Correio da Manhã, que caiu apenas 2,6%. Sem o CM, o tombo dos outros oito diários atingiu os 8,3%, a que teremos de acrescentar ainda a descida de vendas em banca de A Bola, que continua a recusar a auditoria, por motivos óbvios, mas que se sabe ter sido superior a 10%.

Diários, quedas em exemplares nas vendas em banca: JN 4218, Record 3973, CM 2974, Público 2214, DN 1287, O Jogo 1240, i 378, DE 148, Negócios 135. Semanários: Visão 7431, Expresso 7261, Sábado 4358, Sol 1509.

Total de perdas dos diários: 16567 exemplares/dia, menos 6% do que em 2013. Total de perdas dos semanários: 20559 exemplares/edição, menos 12,4% do que em 2013.

Fazendo a projeção a 12 meses, os diários terão perdido, em 2014, cerca de 6 milhões de exemplares (mais 1 milhão e meio de A Bola), e os semanários mais de 1 milhão. Sendo assim, a quebra de receitas para as editoras, só nas vendas em banca, ultrapassou os 10 milhões de euros em 2014.

Curioso é comparar também o último mês auditado, outubro de 2014, com o mesmo mês de 2013. Por aí verificamos que há títulos que caem menos do que na média anual, ou seja, que estão a travar as perdas, casos do CM, que desce 1,9% (e no ano cai 2,6%), do Record 5,6% (8,3%), do Negócios 4,8% (6%), do Público 6,5% (12,2%), do JN 6,4% (7,4%) e especialmente do i, o único a subir: 11,5%, que correspondem a mais 410 exemplares/dia vendidos em banca. No sentido oposto, com outubro a “puxar” a média para baixo, temos o DN, que caiu 12,6% (e no ano desceu 9,6%) e o DE 7,3% (4,3%).