Ignorância sabichona em “Quem quer ser milionário”

Mais de meio século separa “Quem quer ser milionário” do primeiro concurso da RTP, “Quem sabe, sabe”, mas o serviço público mantém-se: ficamos a saber como vai de cultura o país. E quero acreditar que a desgraça com que hoje nos deparamos tenha a ver com a altura a que pusemos a fasquia: se calhar, exigimos demasiado.

Esta semana, uma jovem licenciada em gestão, já com uma pós-graduação e a tirar o mestrado, “muito comunicativa” e classificada de “sabichona” por uma amiga, queimou duas das três ajudas logo à segunda pergunta para optar por D. José como rei de Portugal por ocasião do terramoto de 1755, e despachou depois a terceira ajuda para concluir que “traquitana” era semelhante a “carripana” e não a “garganta” – “traquitana, traqueia”… hesitava a moça.

Claro que a seguir, para apontar a capital da Eslováquia, foi direita a Budapeste e lá nos deixou, sem corar. Imitando, aliás, o próprio público: 20% escolheu “antigo” em vez de “hodierno” como sinónimo de… “atual”! Mas esta gente não tem pudor? É burra e gosta que se saiba, para quê?

Antena paranoica, CM, 30NOV13

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