Hilde quê? Força Rui, vai-te a ele!

Já pouco resta do edifício leonino cujo cimento dava pelo nome de Paulo Bento, não sei se ainda se lembram. Aliás, pelo que sabemos hoje, ele não trabalhava propriamente com cimento, era mais… com cuspo.

Foi por isso fácil, afastado o mentor desses “frustrantes” quatro segundos lugares consecutivos na Liga e de mais umas tacitas sem importância – se comparadas com os brilhantes resultados que se seguiram –, deixar cair os tijolos pacientemente colocados uns sobre os outros.

Antes de Veloso e da “maçã podre” já tinham sido despachados Pereirinha e Adrien, há dias foram Tonel e Pedro Silva, e só Caneira resiste ainda, indiferente à crueza da realidade: o mundo de outrora desabou.

Como sempre, há um pequeno grupo de irredutíveis cuja capacidade futebolística e entrega ao jogo lhes permite resistir às mudanças de chefias e de humores. É o caso de Rui Patrício, que voltou a safar o Sporting de situações delicadas nas três últimas partidas ganhas pelos leões, mas que pareceu também abanar no início de época, tendo chegado a falar-se na sua ida para o estrangeiro, na permanência de Stojkovic ou até numa oportunidade para Tiago…

Se alguém teve essa ideia – e de Paulo Sérgio é que ela não partiu com toda a certeza – enganou-se. O guarda-redes sportinguista tem sido de uma segurança, de uma eficácia e de uma regularidade impressionantes, que pouca margem de manobra concedem ao inimigo desconhecido. Tem, afinal, a garra que lhe ficou de quando os leões faziam das tripas coração e parecia forte a “fraca” gente.

Agora, num sinal claro de pouca confiança e quando precisam é de quem marque golos, os de Alvalade contratam este Hildebrand, que nem salário baixo terá. Mais um erro de gestão, mas com uma virtude assinalável: obrigará Rui Patrício a não atirar a toalha ao chão e a ser cada vez melhor.

Canto direto, publicado na edição impressa de Record de 2 setembro 2010

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