Colunista do "Record" e do "Correio da Manhã", anarco-individualista e adepto do Belenenses e do Real Madrid, Alexandre Pais foi diretor do "24horas", de 2001 a 2003, e do "Record", de 2003 a 2013, tendo iniciado o seu percurso jornalístico no "Mundo Desportivo", em 1964.

Grande, grande Maxi!

 

Já o escrevi aqui mas não me canso de puxar por esses galões: sou fã de Maxi Pereira. E não é desde que se fixou na lateral e muito menos desde que passou também a marcar golos importantes – e só agora ao Zenit foram logo dois, um lá e outro cá, ambos decisivos.

Não, sou admirador do uruguaio desde os primeiros jogos no Benfica, quando atuava a meio campo e fazia de patinho feio do compatriota Cebola. Era um médio vulgar, a plateia não o gramava e muitos o viam recambiado lá para a terra dele.

Confesso que não acreditei em Maxi por mais nada do que isto: deixava então, como deixa hoje, a pele em campo. É um profissional fantástico, que trabalha, trabalha, trabalha muito do primeiro ao último minuto. E como acredito que a capacidade de  trabalho é a primeira das virtudes da vida, cedo decidi: “Este, comigo, jogava sempre”. Fico feliz por ver que, quem entende da poda, fazendo a mesma leitura, fez dele o jogador que é. Grande, grande!

Passe curto, publicado na edição impressa de Record de 7 março 2012

 

Já o escrevi aqui mas não me canso de puxar por esses galões: sou fã de Maxi Pereira. E não é desde que se fixou na lateral e muito menos desde que passou também a marcar golos importantes – e só agora ao Zenit foram logo dois, um lá e outro cá, ambos decisivos.
Não, sou admirador do uruguaio desde os primeiros jogos no Benfica, quando atuava a meio campo e fazia de patinho feio do compatriota Cebola. Era um médio vulgar, a plateia não o gramava e muitos o viam recambiado lá para a terra dele.
Confesso que não acreditei em Maxi por mais nada do que isto: deixava então, como deixa hoje, a pele em campo. É um profissional fantástico, que trabalha, trabalha, trabalha muito do primeiro ao último minuto. E como acredito que a capacidade de  trabalho é a primeira das virtudes da vida, cedo decidi: “Este, comigo, jogava sempre”. E fico feliz por ver que, quem entende da poda, fazendo a mesma leitura, fez dele o jogador que é. Grande, grande!