Colunista do "Record" e do "Correio da Manhã", anarco-individualista e adepto do Belenenses e do Real Madrid, Alexandre Pais foi diretor do "24horas", de 2001 a 2003, e do "Record", de 2003 a 2013, tendo iniciado o seu percurso jornalístico no "Mundo Desportivo", em 1964.

Grande Fernando Mendes, que saudade!

Desapareceu hoje, aos 78 anos, o antigo capitão, campeão e treinador campeão do Sporting, Fernando Mendes. Foi um dos mais extraordinários futebolistas que vi em ação, um executante de nível superior, um virtuoso que era ao mesmo tempo rápido, combativo e galvanizador, um médio que jogava pouco para o lado e muito para a frente.

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Tendo sido um dos mais influentes jogadores na qualificação da Seleção para o Mundial de 1966, mandou o destino que uma grave lesão num joelho (em Bratislava, no decisivo Checoslováquia, 0 – Portugal, 1) o impedisse de integrar a equipa dos Magriços – seguiu na comitiva para Inglaterra mas ficou na bancada. Portugal, que “perdeu” Germano logo no início da fase final, poderia ter chegado mais longe com a participação de ambos na plenitude das suas capacidades, mas a vida não o quis assim.

Ligado ao Sporting ao longo de três décadas, como jogador Fernando Mendes foi campeão nacional júnior, em 1956, e sénior, em 1958 e 1962, e capitão da equipa que conquistou a Taça das Taças, em 1964 (foto em baixo). Como treinador foi também campeão nacional de juniores, em 1993, e de seniores, em 1980.

O futebol português fica mais pobre e eu perco hoje mais uma das minhas maiores referências. Grande Fernando Mendes, que saudade!

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