Colunista do "Record" e do "Correio da Manhã", anarco-individualista e adepto do Belenenses e do Real Madrid, Alexandre Pais foi diretor do "24horas", de 2001 a 2003, e do "Record", de 2003 a 2013, tendo iniciado o seu percurso jornalístico no "Mundo Desportivo", em 1964.

Got talent mas pouco

Com “Got Talent Portugal”, a RTP honra a sua função de serviço público, goste-se ou não do trabalho produzido. E o certo é que a estreia ultrapassou 1 milhão de espectadores e não ficou tão longe como se poderia esperar da “Casa dos Segredos”, da TVI, sinal de que, entre um serão de alguma coisa e outro de coisa nenhuma, há cada vez mais pessoas a procurar qualidade nos conteúdos televisivos.

Dito isto, sublinhe-se a modéstia dos “talentos” apresentados – somos um país pequeno… – e a falta de uma figura carismática no júri. Ainda que o desempenho dos jurados, apoiados na consistência de Manuel Moura dos Santos e no sorriso de Sofia Escobar, constitua uma muito agradável surpresa. O mesmo sucedendo com Marco Horácio, que criou um “estilo Nick Cannon” próprio e depressa nos tranquilizou quanto ao receio de ouvirmos umas piadas ordinarotas num programa de contornos familiares. Que não é extraordinário, mas honesto, divertido, bem feito. E que por isso se recomenda.

Antena paranoica, CM, 24JAN15