Colunista do "Record" e do "Correio da Manhã", anarco-individualista e adepto do Belenenses e do Real Madrid, Alexandre Pais foi diretor do "24horas", de 2001 a 2003, e do "Record", de 2003 a 2013, tendo iniciado o seu percurso jornalístico no "Mundo Desportivo", em 1964.

Foi “à Benfica”

Na Luz, cheirou às grandes noites europeias. O resultado final pode ter ficado aquém do que merecia a qualidade do futebol desenvolvido pelo Benfica, mas como o que contava eram os 3 pontos – para chegar aos 7 e ultrapassar o Celtic – o objetivo cumpriu-se.

Jesus surpreendeu com André Almeida no onze titular, mas a verdade é que a atitude do antigo jogador do Belenenses, que manteve em campo o ritmo intenso e a generosidade total que são imagens de marca de Maxi, foi a mesma de todos os seus companheiros.

Só por milagre – e eles acontecem, como lembra Schaars – o Celtic poderia não ter perdido em Lisboa, tão clara, e por vezes tão avassaladora, foi a superioridade dos encarnados.

Agora, vai ser preciso levar para Camp Nou a atitude e a intensidade de jogo que vimos ontem ao Benfica, porque só a vitória impedirá a ameaça que sempre soprará de Glasgow.

E pode ser que não jogue Messi, e pode ser que saia outra noite de garra e empenho absoluto.

Só jogando “à Benfica”, como ontem, a Champions não será um sonho.

Passe curto, crónica da edição impressa de Record de 21 novembro 2012

Na Luz, cheirou às grandes noites europeias. O resultado final pode ter ficado aquém do que merecia a qualidade do futebol desenvolvido pelo Benfica, mas como o que contava eram os 3 pontos – para chegar aos 7 e ultrapassar o Celtic – o objetivo cumpriu-se.
Jesus surpreendeu com André Almeida no onze titular, mas a verdade é que a atitude do antigo jogador do Belenenses, que manteve em campo o ritmo intenso e a generosidade total que são imagens de marca de Maxi, foi a mesma de todos os seus companheiros.
Só por milagre – e eles acontecem, como lembra Schaars – o Celtic poderia não ter perdido em Lisboa, tão clara, e por vezes tão avassaladora, foi a superioridade dos encarnados.
Vai ser preciso levar para Camp Nou a atitude e a intensidade de jogo que vimos ontem ao Benfica, porque só a vitória impedirá a ameaça que sempre soprará de Glasgow.
E pode ser que não jogue Messi, e pode ser que saia outra noite de garra e empenho absoluto. Só jogando “à Benfica”, como ontem, a Champions não será um sonho.