Fim de semana alucinante de futebol

O fim de semana começou bem, com o Manchester City de Pellegrini, um tipo que me irrita, não sei porquê, a perder e a atrasar-se na Premier. A seguir, o Real Madrid derrotou o Barcelona, sem espinhas. Dia perfeito para as minhas cores – e também para o FC Porto, que parece ter sacudido a minicrise.

Ganho o sábado, entrei no domingo de mau humor. Primeiro porque o Belenenses precisava de me esclarecer se retomava o prometedor início de campeonato ou se regressava, e eu com ele, ao susto que foi a época passada. Depois porque esta coisa de marcarem os jogos do “Belém” à mesma hora de outros confrontos – e ontem era “apenas” um Manchester United-Chelsea – é algo que tem de acabar.

Claro que me sintonizei na Amoreira e fui indo ao “palco dos sonhos”, afinal não havia Diego Costa e Ramires, Rooney e Falcão. Não é que eu ache que as camisolas não jogam, ao contrário, mas para mim o futebol são mais os artistas.

Correu bem a vida ao Belenenses – estamos no primeiro terço da tabela – o que me fez o pleno, pois no duelo de Manchester eu torcia pelas duas equipas e elas empataram, foi ótimo, Mourinho que desculpe.

Com tudo isto, cheguei ao Sporting-Marítimo e já havia 2-0. Lá tive de voltar aos diferidos, entre Alvalade e Old Trafford. E quando, finalmente, pude concentrar-me no direto de Braga, não me contive sem ir espiando o Coliseum do Getafe para saber do Atlético… Um dia alucinante.

Feito o balanço, o que ficou de tantas horas de bola? Um Messi irreconhecível, golos fantásticos de Pepe, Montero e Drogba, meia hora excelente do Belenenses, o abanão de Mazou na defesa do Sporting, o ressurgimento do Sp. Braga e o regresso do velho geniozinho de Sérgio Conceição, a entrada “à Barcelona” e a posterior quebra física do Benfica… E por aí fora. Viva o futebol!

Canto direto, Record, 27OUT14

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