Estupidez com maioria absoluta

Marcelo Rebelo de Sousa despediu-se da TVI e do comentário político numa cerimónia de “amigos de Alex” em que pudemos ver como 15 anos, tendo passado por todos – como carecas, rugas e barrigas convidadas cruamente atestaram – parecem ter desgastado menos o professor.

Picados por alguns analistas, os agressores encartados das redes sociais, que tinham revisto em alta os insultos após o anúncio da candidatura a Belém, subiram ainda mais o tom, metendo igualmente a estação de Queluz ao barulho, numa salada que misturava conceitos de pretensa deontologia com indignações avulsas pelo suposto tratamento de favor dado a Marcelo e a que os rivais na corrida à Presidência não teriam direito.

Era o que faltava. Que um grupo de jornalistas acima da média não pudesse assinalar uma fase única das suas carreiras ou que um comentador melhor do que os outros, como as audiências decidiram, não tivesse o direito de dizer adeus antes de mudar de vida. É a estupidez à solta com maioria absoluta.

Antena paranoica, CM, 17OUT15

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