Colunista do "Record" e do "Correio da Manhã", anarco-individualista e adepto do Belenenses e do Real Madrid, Alexandre Pais foi diretor do "24horas", de 2001 a 2003, e do "Record", de 2003 a 2013, tendo iniciado o seu percurso jornalístico no "Mundo Desportivo", em 1964.

Estudo da associação antevê fecho de 20% dos ginásios em Portugal

Mais de 20 por cento dos 1 200 ginásios existentes em Portugal estão em risco de fechar em 2011, de acordo com um estudo realizado junto do sector e promovido pela AGAP – Associação Nacional de Ginásios e Academias de Portugal.

De acordo com o documento, o mercado do Fitness está em quebra desde o início de 2010, mas acentuou-se em Outubro do ano passado com a perda de 10 por cento de redução de sócios.

No inquérito realizado em Junho do ano corrente, uma grande cadeia nacional registou quebras de 18 por cento na facturação e de 10 por cento em clientes no espaço de um ano; no mesmo período, um operador de um clube de Lisboa perdeu 22 por cento dos membros e mais de 30 por cento da facturação; uma cadeia de média dimensão reduziu as vendas em 50 por cento; duas grandes cadeias do sector fecharam em conjunto 10 espaços.

Estes exemplos, segundo a AGAP, “exigem medidas para «travar» esta queda abrupta no sector e considera «urgente» suspender o último oficio das Finanças nº 30.124, de 11/02/04, por forma a ser feita uma análise mais detalhada dos factos económicos e do seu impacto”.

No documento aponta-se que a indústria do Fitness não atingiu a maturidade em Portugal e previa-se até um aumento de 100 por cento nos próximos 10 anos, em condições favoráveis e idênticas às do resto da Europa, nomeadamente Espanha com o IVA reduzido. “Existe o risco evidente para 200 a 300 clubes em Portugal encerrarem este ano”, lê-se.

No estudo, afirma-se que o sector não tem margem para reflectir os aumentos do IVA nos clientes, dada a conjuntura económica; Os principais custos mantêm escalada de subida (rendas, juros, água, luz e gás, entre outros); Portugal com uma das mais baixas taxas de penetração de fitness (5,6%) e das mais altas taxas de IVA da Europa; Absurda diferenciação entre pagar 6 por cento de IVA para ver um jogo de futebol e 23 por cento para uma criança aprender a nadar.

A AGAP ainda acredita que pode ter a possibilidade de contribuir para melhorar as condições económicas do País, pela diminuição dos custos com a saúde, criação de postos de trabalho e agindo na prevenção e melhoria da qualidade de vida.

Recorde-se que a Indústria Europeia do Fitness tem como objectivo duplicar o número de clientes até 2020 de 40 para 80 milhões de membros de forma a ter mais pessoas mais activas. “E Portugal? Contribui negativamente também nesta matéria?”, questiona a AGAP.

NOTA ÀS REDACÇÕES: O Director Executivo da EHRSA – Associação Europeia de Ginásios, Hans Muench, está em Portugal, na cidade do Porto, amanhã sexta-feira e sábado, disponível para contactos

Melhores Cumprimentos,

Nuno Paisana

Director de Comunicação