Enfim, uma boa notícia

No início do próximo verão ou o mais tardar com a rejeição do Orçamento para 2017, daqui por um ano e pouco, voltaremos a ter eleições legislativas. Por muitas hipóteses que se levantem por estes dias, Cavaco dará posse a um executivo liderado por Passos Coelho, com o PS a abster-se nas votações em São Bento, ou perante a falta de apoio parlamentar maioritário da coligação, empossará António Costa, que terá o Bloco e o PCP como aliados ocasionais para fazer aprovar o Orçamento para 2016 e travar eventual moção de rejeição de PSD e CDS.

O problema maior estará em que nenhuma dessas alternativas será duradoura. Costa, se deixar passar agora o orçamento da coligação, já não o fará dentro de um ano, pressionado como estará no seu próprio partido. Mas se o PS for Governo, poucos meses decorrerão até que PCP, Bloco ou ambos o acusem de ter uma política de direita e o deixem cair.

Imagine-se que no meio do imbróglio em que já vivemos e que prosseguirá nos tempos mais próximos, viéssemos a ter em Belém um estimável abrilista diletante ou uma simpática especialista em conversa redonda… Felizmente que os últimos dias trouxeram ao País a raridade de uma boa notícia: a de que Marcelo Rebelo de Sousa tomará posse, em Março, como 7.º Presidente da III República. Haja Deus.

Observador, Sábado, 15OUT15

 

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