Em Portugal, podemos ser queixosos e juízes no mesmo processo

Não existe caso no futebol português que seja resolvido com rapidez e através da aplicação de regras claras que a ninguém deixem dúvidas.

Carlos Queiroz ter-se-á “pegado” com os doutores das colheitas e o processo que a Federação Portuguesa de Futebol lhe levantou resultou na suspensão de 1 mês.

Como a pena de morte não foi aplicada, a Autoridade Antidopagem avocou – para atarantar papalvos este verbo é excelente – o processo a si, e prepara-se para punir o selecionador com a independência que não tem, ou seja, como muito bem lhe apetecer.

Até houve jornalistas que escreveram que a ADoP iria “julgar” Queiroz, como se esse outro verbo fosse passível de se aplicar a quem não seja juiz mas lhe apeteça, sendo “ofendido”, ser também julgador.

Parece que em toda a Europa esta arbitrariedade só existe na Península Ibérica, como as touradas. Bem, mas nas praças sabemos ao que vamos e há lá quem pegue os bois pelos cornos. Algo de que o futebol português precisava para acabar com estas confusões. Mas resiste a dúvida: chegará o dia?

Passe curto, publicado na edição impressa de Record de 27 agosto 2010

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