Em defesa da polícia

Cedendo à vertigem social que varre os Estados Unidos, a Paramount pôs fim a 32 temporadas da série “Cops”, que nos permitia ver o modo como delinquentes de todas as raças disparavam sem hesitar sobre os agentes – também eles de várias origens. Outras séries do género são até mais duras, revelando rostos de mulheres e de homens fardados que não regressaram a casa para junto das famílias.

É dessas situações de risco iminente que nascem os excessos, que agora vitimaram um negro, embora raramente escolham alvos – uma besta é uma besta. Mas se o racismo e a brutalidade policial são condenáveis, inaceitável é ainda o ódio dirigido a quem – nos States como em Portugal – se entrega à causa da ordem pública.

Em quase dez anos como autor desta coluna, perdi a conta aos textos em que defendi os diversos tipos de polícias que, no respeito pela lei e pelos direitos humanos, servem os cidadãos e o país. Fazendo-o com coragem e abnegação, tantas vezes à míngua de meios e quase sempre sem o reconhecimento do mérito do seu trabalho.

Tempo de repetir: tudo contra o racismo e a violência policial desproporcionada ou injustificada; e tudo a favor de quem dedica a vida a combater bandidos – sejam eles brancos, negros ou assim-assim.

Antena paranoica, Correio da Manhã, 13jun20

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