Elevador da Glória (24)

SOBEM

Carvalho da Silva
Como já tinha acontecido há 22 anos, foi o rosto de uma greve mais parcial do que geral, mas que constituiu um sério aviso aos responsáveis pelos desmandos de décadas de governação. Adotou um discurso sereno e surpreendentemente moderado, em que a noção da responsabilidade superou o inevitável irrealismo de algumas reivindicações.

João Proença
Por uns dias, disfarçou a sua condição de “outsider” no movimento sindical e viveu momentos de glória ao lado de Carvalho da Silva. A dúvida estará agora na sua capacidade para manter o grau de exigência reivindicativa que a greve traçou e que os próximos tempos farão aumentar. Se o conseguir, os novos protestos serão bem mais penalizadores.

Jerónimo de Sousa
A manifestação do PCP contra a NATO pode não ter servido para mais nada do que marcar uma posição. Mas o organização do evento e o sistema de segurança montado ao longo do desfile, que deixou de fora os baderneiros internacionais, marcaram bem a diferença entre a dignidade do exercício de um direito e a violência gratuita da marginalidade.

DESCE

Rui Pereira
Escapou relativamente incólume a uma época assanhada de incêndios para cair agora nas garras de mais uma “barraca” de contornos inacreditáveis. A falta dos blindados, que chegaram dois dias depois de terminada a cimeira da NATO, confirma o falhanço da sua gestão. E agora? É vendê-los, claro. A perder dinheiro, que é o que melhor sabemos fazer.

Elevador da Glória, a publicar na edição impressa de Record de 27 novembro 2010

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