E Ricciardi lançou-lhes a bomba atómica…

A CMTV correspondeu como é habitual ao interesse do público e adiantou-se de novo à concorrência, desta feita para organizar o primeiro grande debate entre candidatos à presidência do Sporting.

A ausência de três das sete personalidades permitia às presentes sublinhar pontos de vista e destacar-se do pelotão. Mas foi uma oportunidade perdida, já que só Pedro Madeira Rodrigues enfrentou o desafio com alguma técnica de comunicação televisiva: procurando o contacto visual com as câmaras, gesticulando de forma simétrica, variando o tom de voz e disfarçando a raiva. Infelizmente para ele, o seu discurso não convence, a imagem não passa – ai, tanto pretensiosismo! – e a empatia com quem o vê é pouca. Como se não bastasse, insiste em Ranieri, trunfo envenenado, carta mortal.

Ao contrário, José Maria Ricciardi, que baixa demasiado os olhos, tem uma expressão facial pesada, não gera simpatias e é um deserto a falar de futebol, ganhou o debate quando lançou a bomba atómica do dinheirinho e deixou os rivais completamente apeados.

Por mim, que se fosse sportinguista votaria em Dias Ferreira, lamento que continue fiel ao seu maior defeito: a falta de paciência para ouvir dizer asneiras. Como o compreendi na noite de quarta-feira!

Antena paranoica, Correio da Manhã, 11AGO18

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