…E Paulo Bento saiu de pé

A abrir, uma confissão: através de amigo comum, tornei-me amigo de Paulo Bento. Foi, aliás, das poucas amizades que fiz, fora dos jornais, ao longo do meu percurso. Por isso, sinto dificuldade em avaliar, sem paixão, o desempenho do ex-selecionador, seja como técnico, como comentador ou até como pessoa. Começo por gostar sempre e depois logo se vê.

A conversa tranquila de ontem à noite, na RTP Informação, conduzida também num registo sereno, evita-me agora constrangimentos. Tanto Carlos Daniel, um profissional que aprecio porque percebe de futebol e percebe de política, como Bruno Prata, que aprecio menos mas a quem reconheço qualidade na análise, produziram um trabalho correto e despido daquela animosidade bacoca em que se distinguem os arrivistas da praça.

Quanto a Paulo Bento, tratou do futuro. Deu a imagem da responsabilidade e do caráter que o farão prosseguir a carreira em qualquer clube. Desta fase, saiu como se esperava: de pé.

Canto curto, Record, 20SET14

 

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