Dossier has been – uma foto que o tempo não apagou

Em 1966, a qualidade de impressão era má e a do jornal do Belenenses não fugia à regra. Depois, o recorte andou por aí a amarelecer, nestes 44 anos de bolandas. Mas o certo é que resistiu e constitui prova da minha época “de camisola azul e cruz ao peito”, a concretização de um sonho de criança: jogar pelo Belenenses. O nome de guerra ainda era o primeiro, António, e quanto ao Paes tratou-se de um erro mais ou menos jornalístico, já que se vivia na época – que resiste, que resiste… – do meia-bola-e-força.

O treinador do voleibol azul, um excelente treinador, era, na altura, o antigo internacional Nuno Mota – que trabalhava no “Mundo Desportivo”, jornal onde dois anos antes eu tinha publicado o meu primeiro texto. Só tive, além dele, e a nível oficial, mais dois treinadores: o Plácido Martins, no Nacional de Ginástica, e o prof. Nuno Barros, outro antigo internacional e campeão nacional pelo Benfica, na Seleção. Guardo, de qualquer dos três – e já só o Plácido se encontra connosco – a memória de bons momentos e de vitórias só possíveis pela cumplicidade que conseguiam estabelecer com os seus jogadores.

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