Dois pingos de Lima no Dragão

Duas surpresas nas equipas iniciais: Marcano no lugar de Maicon e Lima em vez de Jonas. Quanto à primeira, nem foi bem uma surpresa, pois jogar só com dois espanhois não é vida para Lopetegui. Já quanto à segunda, não terão faltado sorrisos de desilusão: Lima não é um “matador” e marca poucos golos. É verdade, em matéria de talento, Jonas goleia Lima.

O problema é que uma equipa de 11 Jonas não conseguiria ser campeã, a arte não é tudo, enquanto que 11 Limas podiam perfeitamente conquistar um campeonato, o trabalho ainda é o grande motor dos êxitos. Conhecedor desta realidade, e das outras, Jorge Jesus fez a opção correta, restando apenas saber se tomou a decisão antes ou depois de conhecer o bónus da titularidade do central espanhol.

O lance do primeiro golo no Dragão foi elucidativo. Martins Indi ficou “preso”, afastado da baliza portista, a marcar Luisão, entalado entre o capitão e… Lima (!), que logo os deixou para surgir, com a velocidade de um raio, no coração da pequena área, a antecipar-se a Danilo e a Fabiano, e a fazer o 0-1.

Tendo sido muito por Lima que o Benfica ganhou a partida, não foi por Marcano que o FC Porto a perdeu. Independentemente do mérito dos encarnados, as responsabilidades pela derrota bem podem os azuis e brancos atribuí-las não só ao azar de Jackson – com dois remates de cabeça à barra em quatro minutos! – mas também às limitações de Fabiano, que sendo um bom guarda-redes não é um grande guarda-redes. Se num golo ficou especado na sua área de ação, no outro largou a bola e permitiu a recarga de Lima, sempre ácido, sempre a 100 à hora, sempre em jogo.

Não sei se Helton já desistiu ou se voltará a ser Helton, o que sei é que Júlio César fez do Benfica um Benfica muito melhor. Como ontem se viu.

Canto direto, Record, 15DEZ14

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