Dois jornalistas, dois exemplos

Quando me iniciei no jornalismo, o repórter trazia a informação, sentava-se ao lado do redator e, do seu bloco de apontamentos, debitava os factos para a elaboração do texto. Como hoje, havia jornalistas que escreviam bem mas gostavam do rabinho sentado, e outros, menos aptos para o verbo, cujo faro pela notícia os tornava insubstituíveis – sem eles, não haveria jornais.

A comunicação social mudou, entretanto. Mas não mudaram as qualidades inatas de um repórter. No último fim de semana, comovi-me ao ver em ação o Luís Oliveira – editor Centro do CM e da CMTV – no meio do fogo, com o seu jeito muito próprio de liderar as tropas: enquanto relata o que vai vendo, ele aponta o caminho aos carros, conforta as pessoas ou manda retirar quem corre perigo, um show!

Bem podem os anormais das redes sociais gozar com a sua pronúncia beirã ou com o estilo genuíno. A verdade é que o Luís deu relevante contributo para que a CMTV tivesse alcançado a melhor audiência de sempre, com 5,2% de share, como sucedeu na segunda-feira.

E a propósito: saúdo o jornalista Vítor Gonçalves, da RTP, que há dias, num combate desigual, não se deixou intimidar e assinou o seu trabalho com a coragem dos bravos. Chapeau! Duplo, hoje.

Antena paranoica, Correio da Manhã, 21OUT17

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