DN Madeira com novo diretor

Ana Marcela

O conselho de redacção tem cinco dias para se pronunciar sobre a escolha de Ricardo Miguel de Oliveira para a direcção do título, contudo, como lembra o responsável, quando contacto pelo M&P, esse parecer não é vinculativo. Com a nomeação do novo director foi apresentada uma nova organização da equipa directiva, que diminui de nove para cinco, e fica composta por Agostinho Silva (subdirector) e os coordenadores Miguel Silva, Edmar Fernandes e João Filipe Pestana, reestruturação que Ricardo Miguel de Oliveira justifica com a necessidade de cortar custos.

A situação económica da empresa, descrita por Luís Calisto em editorial onde anuncia a sua demissão e os problemas alegadamente gerados pelo apoio do governo regional ao Jornal da Madeira, é também reconhecida pelo profissional que fala em prática de “dumping” na área comercial, apoios anuais de milhões ao título concorrente, tendo por objectivo “asfixiar” o diário privado. “O nosso compromisso é com a verdade”, diz, “doa a quem doer”, assegura. No seu editorial, Luís Calisto refere ainda a possibilidade de uma nova vaga de despedimentos no jornal este ano, depois do ano passado ter sido efectuado um despedimento colectivo. Ricardo Miguel de Oliveira remete para a administração mais explicações sobre este tema, mas frisa que “a nossa posição de princípio é que não vamos prescindir de ninguém”. Actualmente o jornal tem cerca de 40 jornalistas.

“Estamos a acompanhar a situação com atenção mas preocupa-nos a discussão fácil de responsabilizar o poder político e ignorar a responsabilidade objectiva da empresa e do grupo”, diz Alfredo Maia, presidente do Sindicato de Jornalistas (SJ), citado pela Lusa, adiantando que o SJ está particularmente atento à ameaça contida de despedimento colectivo.

 

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