Colunista do "Record" e do "Correio da Manhã", anarco-individualista e adepto do Belenenses e do Real Madrid, Alexandre Pais foi diretor do "24horas", de 2001 a 2003, e do "Record", de 2003 a 2013, tendo iniciado o seu percurso jornalístico no "Mundo Desportivo", em 1964.

Diários perdem 18 mil exemplares por dia

Média de vendas em banca de diários e semanários, em exemplares por dia ou por edição, segundo o relatório da APCT referente ao período de janeiro a agosto de 2016: CM 98 413, Expresso 69 342, JN 43 084, Record 39 599, Sábado 28 145, Visão 21 567, O Jogo 13 848, Público 13 599, DN 9 489.

Notas: a Sábado afasta-se da Visão; o Record aproxima-se do JN; o Público já vende mais de 4 mil exemplares que o concorrente DN; o CM vende mais de quatro vezes o que Público e DN vendem juntos; o JN e Público venderam em agosto último menos do que em janeiro.

Quedas em percentagem dos nove títulos auditados pela APCT, em comparação com janeiro/agosto de 2015: Visão, menos 18%; O Jogo, menos 12%; DN, menos 10%; JN e Público, menos 9%; CM, menos 7%; Sábado, menos 6%; Record, menos 5%, Expresso, menos 3%. A quebra global dos seis diários auditados é de 17 821 exemplares/dia, menos 7,6% que no ano passado, e a dos três semanários é de 8 852 exemplares/edição, menos 6,9%. A manter-se a média até final de 2016, os diários perderão, só este ano, 6,5 milhões de exemplares, e os semanários cerca de meio milhão.

Estes dados refletem a subida sazonal que sempre se verifica nos meses de verão, sabendo-se, entretanto, que no bimestre setembro/outubro – de que só teremos resultados APCT no final de dezembro – o problema da queda de vendas das edições em papel se agravou.

Se aos 218 mil exemplares dos diários hoje auditados juntarmos as vendas do Negócios, e ainda as que se julgam ser as de A Bola e do i, que estão (não por acaso) fora do controlo da APCT, poderemos arriscar que 250 mil jornais/dia serão ainda hoje vendidos, em média, pelos títulos de circulação nacional. Há 15 anos, esse era o total das vendas em banca apenas dos três diários de informação desportiva. Melhores dias virão? Infelizmente, não.