De Gonçalo Guedes a Tiger Woods passando pelo desgosto de Federer

Cresce a expectativa quanto ao futuro de Gonçalo Guedes, que alguns já consideram “o novo Cristiano Ronaldo”. Sinceramente, não estou a ver esse fim para a história. Com a idade do ex-benfiquista, 21 anos, Cristiano já era estrela absoluta no Manchester United e não só uma promessa. E o madeirense lesionava-se pouco, ao contrário de Gonçalo, que baixa muito à enfermaria. Enfim, não há casos iguais e GG subirá ainda bastante o nível do seu futebol. Mas terá um dia, por exemplo, o jogo de cabeça de CR7? Se vier a atingir o patamar de Bernardo Silva já será fantástico – para ele e para a Seleção.

Falando de Seleção, lamento que o avançado português em melhor forma para além de Cristiano, Rony Lopes, tenha ficado fora da convocatória. Mas como Fernando Santos diz que nestes 25 selecionados há apenas 70 por cento – logo, 17 ou 18 nomes – da escolha definitiva para o Mundial, descanso. Já se eu fosse espanhol, estaria bem mais preocupado ao ver Lopetegui afastar do seu grupo dois talentos indiscutíveis, como Mata e Sergi Roberto. Por sinal, o primeiro foi substituído no último jogo do MU, pela enésima vez esta época, e abandonou o relvado com cara de poucos amigos – nem o inefável Silvino se levantou para lhe dar as habituais condolências…

Cristiano Ronaldo continua a perseguir o que, não há muito, parecia missão impossível: o Pichichi. Ontem, com mais quatro golos, chegou aos 22 na liga, ficando a três de Messi. Já a perseguição ao líder da Bota de Ouro é mais complicada, pois Salah leva seis golos de vantagem. E daí, quem sabe?

O Belenenses não para de me dar desgostos. Para onde foi a equipa que só não ganhou ao Benfica porque apareceu a Jonas, no Restelo, a Senhora dos Aflitos dos Últimos Minutos? Com a derrota em Moreira de Cónegos – aquele guarda-redes suplente do suplente não é deste filme – somámos o terceiro jogo sem vencer e continuamos a não garantir a permanência. Como a seguir recebemos FC Porto e Sporting e pelo meio vamos a Chaves… Honremos o costume e soframos até final.

Como se não me bastassem as mágoas que Real Madrid – que saudades de Pepe! – Manchester United e Belenenses me têm vindo a provocar, ontem foi a vez de Roger Federer, outra das minhas referências na área do desporto, voltar a perder com Juan Martin Del Potro – pela sétima ocasião em 25 encontros – agora em Indian Wells. O argentino, atual número 6 do “ranking” mundial, impediu assim a 98.ª vitória em torneios ATP do campeão suíço, que terá de ficar adiada para Miami – espero eu.

E termino igualmente com torneios, mas de golfe. No PGA Tour, Tiger Woods está a prosseguir com sucesso o seu processo de retorno à ribalta. E os campos enchem-se de um público entusiasta que se mostra, no entanto, pouco atento ao que acontece no “green”. Mal Tiger passa ao buraco seguinte, a mole humana corre à procura de um novo melhor lugar para ver a sua vedeta favorita. É a magia dos protagonistas, que alguns burros não entendem. Azar deles.

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