Cuidado com o coração!

Morte súbita cardíaca é mais frequente em actividades desportivas intensas

Em antecipação ao Dia Europeu do Doente Coronário, que se celebra a 14 de Fevereiro, a Fundação Portuguesa de Cardiologia promoveu uma sessão de sensibilização para a morte súbita cardíaca e a sua relação com o desporto.

“É por recordarmos nomes como o futebolista Miklos Fehér, o basquetebolista Paulo Pinto do Aveiro Basket, o ciclista Bruno Neves e o andebolista Francisco Ribeiro, que o Futebol Clube do Porto tem em permanência três desfibrilhadores externos automáticos, oito equipamentos quando há jogos, um plano de emergência acreditado e formação pelo grupo REANIMA”, menciona o ex-guarda-redes Vítor Baía.

O dr. Domingos Gomes adianta que “99 por cento destes casos não é detectável por uma auscultação clínica e oito por cento não têm causas conhecidas”. Acrescenta, no entanto, “que não existem desportos que potenciem mais a morte súbita que outros, mas que todos os recintos desportivos deveriam ter “suporte básico de vida” por cada 30 mil espectadores.”

Um defensor da implementação de programas de acesso à desfibrilhação precoce em locais públicos é o prof. João Lopes Gomes que considera “quanto mais cedo o desfibrilhador é utilizado mais fácil se torna salvar uma vida.”

Nos últimos anos vários atletas tiveram morte súbita, os casos mais recentes remontam a 2009 com o basquetebolista Kevin Widemond do Ovarense e Dani Jarque, capitão do Espanhol, que faleceu em Agosto de 2009 durante o estágio de pré-época, na sequência de um ataque sofrido quando falava ao telefone com a namorada. O primeiro caso conhecido em Portugal de morte súbita é do jogador do Futebol Clube do Porto, Pavão, que faleceu em 1973 na sequência de uma paragem cárdio-respiratória aos 13 minutos de um jogo com o V. Setúbal.

A doença coronária é a patologia mais comum nos países desenvolvidos. Em 2007 verificaram-se 141.300 internamentos por doenças do aparelho circulatório, tendo-se verificado 36.723 óbitos, o que corresponde a uma percentagem de 34 por cento do total de mortes ocorridas em Portugal.

A morte súbita cardíaca define-se como morte de causa natural, devida a doença cardíaca, caracterizada por uma perda súbita de conhecimento. Continua a ser uma forma de apresentação da doença coronária, sendo a primeira manifestação, e última, em cerca de 25 por cento dos enfartes do miocárdio.

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