Corre sangue de repórter nas veias de Margarida

Mal se dá uma calamidade suficientemente mediática por esse mundo, o baronato televisivo agita-se. E novos livrinhos de suposta reportagem surgem no horizonte. Depois, são dois ou três dias no local da tragédia para a fotografia de capa, algumas croniquetas com a informação publicada na imprensa do dia, e ei-los de regresso ao conforto dos estúdios.

É assim um pouco por todo o lado e não têm conta as vezes que nos questionamos, por cá, sobre a utilidade de tanta viagem suportada por canais que não vivem propriamente em tempos de prosperidade. É que os “enviados-especiais”, dispondo apenas das notícias que as agências já nos forneceram, limitam-se, de maneira geral, a repisar o óbvio.

Esta semana, enfim, a excepção. A jornalista da RTP, Margarida Neves de Sousa, a quem corre nas veias o sangue de um dos maiores repórteres portugueses de sempre, viajou para Inglaterra para fazer verdadeira reportagem, recolhendo dados novos e ajudando a explicar a dimensão e os contornos da violência.

Grande trabalho, Margarida. O Zé está doido de contente.

Antena paranóica, crónica publicada na edição impressa do CM de 13 agosto 2011

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