Colunista do "Record" e do "Correio da Manhã", anarco-individualista e adepto do Belenenses e do Real Madrid, Alexandre Pais foi diretor do "24horas", de 2001 a 2003, e do "Record", de 2003 a 2013, tendo iniciado o seu percurso jornalístico no "Mundo Desportivo", em 1964.

Clube de Jornalistas distingue um dos grandes: Fialho de Oliveira

O Clube de Jornalistas decidiu atribuir o seu prémio Gazeta de Mérito a Fialho de Oliveira (ver pág. 35). Nada mais justo, pois distingue um dos mais extraordinários profissionais desta nossa duplamente ingrata atividade.

Ingrata, desde logo, porque se trabalha muito, por vezes, demasiadas vezes, em condições difíceis, o que nos conduz quase sempre a carreiras não muito longas, pois o desgaste é intenso e a viagem rápida. Ingrata, depois, no sentido clássico do termo, porque se dá mais do que se recebe.

Existe um salário, claro, mas falha o reconhecimento por vidas quase totalmente dedicadas à notícia, à formação de opinião, à denúncia dos desmandos e ao duro combate pela verdade.

Trabalhei com Fialho de Oliveira, e com Fernando Pires, há mais de 40 anos, ainda na rádio oficial, quando ambos ofereciam qualidade ao país, às 8 horas, num primeiro jornal que outros viriam travestir em “cafés da manhã” supostamente nascidos da sua genial cabeça.

Honra ao Clube de Jornalistas por não deixar no esquecimento o mérito de quem fez escola, deixou uma marca e nada reclamou. Mestre Fialho, um sentido abraço. Chapeau!

Passe curto, a publicar na edição impressa de Record de 6 julho 2012

OClube de Jornalistas decidiu atribuir o seu prémio de carreira a Fialho de Oliveira (ver pág. 35). Nada mais justo, pois assim se distingue um dos mais extraordinários profissionais desta nossa duplamente ingrata atividade.
Ingrata, desde logo, porque se trabalha muito, por vezes, demasiadas vezes, em condições difíceis, o que nos conduz quase sempre a carreiras não muito longas, pois o desgaste é intenso e a viagem rápida. Ingrata, depois, no sentido clássico do termo, porque se dá mais do que se recebe.
Existe um salário, claro, mas falha o reconhecimento por vidas quase totalmente dedicadas à notícia, à formação de opinião, à denúncia dos desmandos e ao duro combate pela verdade.
Trabalhei com Fialho de Oliveira, e com Fernando Pires, há mais de 40 anos, ainda na rádio oficial, quando ambos ofereciam qualidade ao país, às 8 horas, num primeiro jornal que outros viriam travestir em “cafés da manhã” supostamente nascidos da sua genial cabeça.
Honra ao CJ por não deixar no esquecimento o mérito de quem fez escola, deixou uma marca e nada reclamou. Mestre Fialho, um sentido abraço.