Cláudio Ramos: o falso culpado

Aproveitando as repetições sem fim à vista de “O preço certo”, SIC e TVI travam um duro combate no ante “prime time”, com vantagem – menor nos últimos dias – para a estação de Paço de Arcos. À noite, a vitória dos campónios armados em lavradores é ainda mais ligeira, quando não perdem, mesmo, para os desempregados em confinamento. Já o serão de domingo parece imune a surpresas: Cláudio Ramos, na condução do “jogo” de coisa nenhuma, afunda-se perante o cheiro a terra dos parolos – e das candidatas à pena eterna de limpar o estrume e dar de comer às alimárias.

Há um mês, mal se percebeu que o conceito estafado do “Big Brother” não ganharia a batalha das audiências aos agricultores faz de conta, logo a “intelligentsia” preconceituosa, ora abancada nas redes sociais, procurou culpar o profissional diferente do inêxito relativo do programa. Nada mais falso, pois o tempo vai-nos mostrando um apresentador progressivamente desenvolto na postura e afirmativo no discurso, controlador do caos e empático com o telespectador. Os maneirismos caíram e Cláudio Ramos é hoje trunfo de uma estação sequiosa de novas caras. Só não pode é fazer o milagre que salve a TVI, em cinco meses, de vários anos de asneiras.

Antena paranoica, Correio da Manhã, 23mai20

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