Colunista do "Record" e do "Correio da Manhã", anarco-individualista e adepto do Belenenses e do Real Madrid, Alexandre Pais foi diretor do "24horas", de 2001 a 2003, e do "Record", de 2003 a 2013, tendo iniciado o seu percurso jornalístico no "Mundo Desportivo", em 1964.

Cinco cargos de direção que foram para outros (e ainda bem)

Na vida, além dos riscos que sabemos correr, há outros momentos que poderiam ter sido delicados e que por algum motivo, diria mesmo que com alguma sorte, nos passaram ao lado.

Ao ler há dias a página do Facebook do meu velho companheiro do “24horas” e do “Record”, Eugénio Queirós, ilustre jornalista e filho de outra grande figura da comunicação social – Joaquim Queirós, mítico diretor da “Gazeta dos Desportos” – fiquei a saber o que ele nunca me contou: que nos idos de 90 pensou no meu nome para diretor da mesma “Gazeta” que, em dada altura, lhe ficara nos braços.

Teria sido uma honra, mas tendo em conta o período conturbado que se seguiria, e que culminaria com o encerramento do jornal, é caso para dizer que ainda bem que o escolhido foi o Galvão Correia. Tem sido algo de recorrente na minha carreira: podia ter sido e não fui diretor de uma fundação do PS (Mário Soares escolheu um Amândio qualquer coisa), do Telejornal da RTP (o núcleo do PS não aprovou um nome do “papel”), do semanário “7ete” (optaram, com o meu aplauso, pelo Manuel Falcão), do diário “Manhã Popular” (Joe Berardo não avançou com mais dinheiro) e, pelo que diz agora o Eugénio, poderia também ter sido diretor da “Gazeta dos Desportos”. Quis o destino que o meu caminho fosse outro e só posso sentir-me grato por isso.

E um abraço ao Eugénio, com a devida vénia pela republicação da novidade.

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