Canto direto: Cristiano Ronaldo é como é

Divulguei anteontem no meu blog, Quinta do Careca, o email de um pai em choque pela recusa de Cristiano Ronaldo em dar um autógrafo, no final do treino, à sua filha, de 10 anos. Pormenor relevante: a miúda envergava uma camisola do Barcelona. Milhares de cibernautas viram já esse emocionado protesto de um homem que não se conforma com a desilusão sofrida pela criança. Como o compreendo!

Muitas mais pessoas terão lido a mensagem, pois o site do diário “Mundo Deportivo”, da cidade condal, não perdeu a oportunidade e reproduziu, devidamente traduzido, o email que publiquei, e que vem motivando centenas de comentários que na sua maioria criticam, com dureza e parcialidade, o craque português.

Infelizmente, Cristiano não é o homem doce que gostaríamos que fosse: uma pessoa menos mimada e menos caprichosa, assumindo com maior disponibilidade o seu estatuto de figura pública. É só o que é e o que quer ser, e mais não lhe podemos exigir. É pena, mas é assim.

Dito isto, quero acrescentar que não estou a ver Messi a dar autógrafos a adeptos do Real Madrid. Os jogadores, e muito em particular os “estratosféricos”, fazem parte de um negócio de milhões que vive da emoção, da rivalidade e do fanatismo, pelo que não podem morder na mão que faz deles os milionários que são.

Também não me parece curial que se exija que Cristiano Ronaldo esteja sempre bem disposto e muito menos que se transforme numa máquina de assinaturas disponível para funcionar segundo os humores e as vontades de todos aqueles – malucos incluídos – que lhe aparecem à frente. Deve ser razoável, apenas.

Moral da história: compreende-se que Cristiano recusasse o mimo a uma suposta adepta do Barça. O que já não se compreende é que não tenha explicado porquê à sua pequena fã, acrescentando: “Passa por cá amanhã, com outra camisola, que eu dou-te o autógrafo”. Claro que isso seria um gesto de simpatia, um afago, algo que entra numa área reservada de generosidade e de afetos em que pouco se deve esperar.

Canto direto, publicado na edição impressa de Record de 2 junho 2012

Divulguei anteontem no meu blog, Quinta do Careca, o email de um pai em choque pela recusa de Cristiano Ronaldo em autografar, no final do treino, a camisola envergada pela sua filha de 10 anos. Pormenor relevante: a camisola da miúda era… do Barcelona. Mais de 10 mil cibernautas terão lido já esse emocionado protesto de um homem que não se conforma com a desilusão sofrida pela criança. Como o compreendo!
Muitas mais pessoas viram já essa mensagem, pois o site do diário “Mundo Deportivo”, da cidade condal, não perdeu a oportunidade e reproduziu, devidamente traduzido, o email que publiquei, o que vem motivando centenas de comentários que na sua maioria criticam, com dureza e parcialidade, o craque português.
Infelizmente, Cristiano não é a pessoa que gostaríamos que fosse – menos mimada e menos caprichosa, assumindo com maior disponibilidade o seu estatuto de figura pública –, é só o que é e o que quer ser, e mais não lhe podemos exigir. É pena, mas é assim.
Dito isto, quero acrescentar que não estou a ver Messi a assinar, na Argentina, uma camisola do Real Madrid. Os jogadores, e muito em particular os “estratosféricos”, fazem parte de um negócio de milhões que vive da emoção, da rivalidade e do fanatismo, pelo que não podem morder na mão que faz deles os milionários que são.
Também não me parece curial que se exija que Cristiano Ronaldo esteja sempre bem disposto e muito menos que se transforme numa máquina de assinaturas disponível para funcionar segundo os critérios e as vontades de todos aqueles – malucos incluídos – que lhe aparecem à frente. Deve ser razoável, simplesmente.
Moral da história: compreende-se que Cristiano se recusasse a assinar a camisola do Barça. O que já não se compreende é que não tenha explicado isso à sua pequena fã, acrescentando: “Passa por cá amanhã, com outra camisola, que eu dou-te o autógrafo”. Claro que isso seria um gesto de ternura, um afago natural, algo que entra numa área reservada de generosidade e de afeto em que nada se deve esperar.Divulguei anteontem no meu blog, Quinta do Careca, o email de um pai em choque pela recusa de Cristiano Ronaldo em autografar, no final do treino, a camisola envergada pela sua filha de 10 anos. Pormenor relevante: a camisola da miúda era… do Barcelona. Mais de 10 mil cibernautas terão lido já esse emocionado protesto de um homem que não se conforma com a desilusão sofrida pela criança. Como o compreendo!Muitas mais pessoas viram já essa mensagem, pois o site do diário “Mundo Deportivo”, da cidade condal, não perdeu a oportunidade e reproduziu, devidamente traduzido, o email que publiquei, o que vem motivando centenas de comentários que na sua maioria criticam, com dureza e parcialidade, o craque português.Infelizmente, Cristiano não é a pessoa que gostaríamos que fosse – menos mimada e menos caprichosa, assumindo com maior disponibilidade o seu estatuto de figura pública –, é só o que é e o que quer ser, e mais não lhe podemos exigir. É pena, mas é assim.Dito isto, quero acrescentar que não estou a ver Messi a assinar, na Argentina, uma camisola do Real Madrid. Os jogadores, e muito em particular os “estratosféricos”, fazem parte de um negócio de milhões que vive da emoção, da rivalidade e do fanatismo, pelo que não podem morder na mão que faz deles os milionários que são.Também não me parece curial que se exija que Cristiano Ronaldo esteja sempre bem disposto e muito menos que se transforme numa máquina de assinaturas disponível para funcionar segundo os critérios e as vontades de todos aqueles – malucos incluídos – que lhe aparecem à frente. Deve ser razoável, simplesmente.Moral da história: compreende-se que Cristiano se recusasse a assinar a camisola do Barça. O que já não se compreende é que não tenha explicado isso à sua pequena fã, acrescentando: “Passa por cá amanhã, com outra camisola, que eu dou-te o autógrafo”. Claro que isso seria um gesto de ternura, um afago natural, algo que entra numa área reservada de generosidade e de afeto em que nada se deve esperar.

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