Bruno de Carvalho expôs os jogadores à turba

E de degrau em degrau, o Sporting prossegue a sua descida aos infernos. A eliminação da Taça é apenas a sequência lógica da instabilidade permanente que Bruno de Carvalho acabou por transmitir à equipa. Depois de um período inicial em que reduziu o passivo, arrumou a casa e voltou a pôr Alvalade no mapa, a agressividade do presidente, sem pausas e investindo contra tudo e contra todos, contaminou a equipa e meteu os jogadores no olho do vulcão. E ao deixar os capitães de equipa prestar contas a grupos de adeptos irados e sem mandato, destruiu a autoridade do treinador, expôs o plantel à turba e enfraqueceu de vez a sua coesão e o seu equilíbrio. A democracia popular também não funciona no futebol.

Estranhamente, no final da partida, em Chaves, Bruno de Carvalho substituiu o seu habitual rosto de falcão pronto a atacar por uma face triste de pomba perdida na tempestade. Afinal, não percebeu que os desafios se ganham dentro do campo e não fora, e que o futebol tem hoje mais de ciência do que de voluntarismo. E quando a sorte se vai e todos ficam contra todos, tudo passa a correr mal – a batalha perdeu-se.

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