Blatter tem uma arma apontada à cabeça

Depois de ter corrido sangue no Nigéria-Coreia do Norte – fala-se até de mortes “escondidas” pelas autoridades – a África do Sul deu agora um segundo sinal da sua incapacidade para conter a violência e o banditismo ao não conseguir impedir o assalto a jornalistas credenciados para o Mundial, durante a madrugada, não numa rua pouco recomendável mas nos seus quartos de hotel.

Esperemos que se trate de mais um ato isolado e não da ponta de um icebergue pronto a exibir toda a sua aterradora dimensão. É que começam a fazer sentido as críticas dirigidas à FIFA por ter feito a opção de realizar um campeonato do Mundo num país em guerra. Em guerra social de grande brutalidade e com o inimigo dentro de casa ou, melhor dizendo, a retirar-nos da própria cama sob a ameaça de uma arma.

Joseph Blatter será responsável pelo que acontecer. Neste momento, a pistola já é um canhão. E está apontado à sua cabeça.

Passe curto, a publicar na edição impressa de Record de 10 junho 2010

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