Armando Nogueira: desaparece o Maior

“Pelé é tão perfeito que se não tivesse nascido gente, teria nascido bola” – eis uma das frases míticas do grande jornalista brasileiro, Armando Nogueira, de 83 anos, que morreu ontem na sua casa do Rio de Janeiro.

O antigo diretor da Central Globo de Jornalismo sofria de cancro no cérebro, desde 2007. O site globo.com – http://migre.me/s7DI – escreve que as crónicas de futebol de Armando Nogueira “misturavam o aguçado olhar crítico de quem viu muitos dos melhores jogadores do mundo com a poesia que lhe era peculiar”.

Armando iniciou a carreira em 1950, no “Diário Carioca”, do qual foi repórter, redator e colunista. Ao longo de 60 anos de carreira, passou igualmente pela “Manchete”, “O Cruzeiro”, “Jornal do Brasil” e Rede Bandeirantes. Atualmente, estava na SportTV, onde apresentava o programa “Papo com Armando Nogueira”, e na Rádio CBN.

Em Portugal, Armando Nogueira, pioneiro do telejornalismo, era também muito apreciado pelos menos distraídos, e o jornalista João Querido Manha, colunista Record, escreveu mesmo, no Twitter, que ele foi “provavelmente o Maior de todos os tempos”.

À família enlutada e aos jornalistas do país-irmão que perdem agora um dos seus grandes ativos, envio do lado de cá do Atlântico e em nome da redação de Record o sentimento do nosso mais profundo pesar.

IMPRENSA republica artigo de Armando Nogueira sobre o desafio da edição de texto: http://migre.me/sclA 

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