Colunista do "Record" e do "Correio da Manhã", anarco-individualista e adepto do Belenenses e do Real Madrid, Alexandre Pais foi diretor do "24horas", de 2001 a 2003, e do "Record", de 2003 a 2013, tendo iniciado o seu percurso jornalístico no "Mundo Desportivo", em 1964.

Árbitro que pediu para ver a correção da sua prova escrita deixou de ser nomeado…

De: helderbernardo_69@hotmail.com [mailto:helderbernardo_69@hotmail.com] Em nome de Helder Bernardo
Enviada: terça-feira, 8 de Novembro de 2011 10:29
Para: Record
Assunto: FW: Solicitação de apoio

Bom dia, o meu nome é Hélder Bernardo Ferreira, sou árbitro de Fut11 da Associação de Futebol de Viseu, Quadro de Honra Grupo A.

No dia 10 de Outubro de 2011 recebi a classificação das provas escritas e físicas realizadas no dia 17 de Setembro 2011, após isso decidi enviar um email ao Conselho de Arbitragem (CA) de Viseu a solicitar a possibilidade de eu ver a correção da prova escrita. Não me foi dada qualquer resposta até hoje. No entanto, a partir desse mesmo dia deixei de ser nomeado para jogos de futebol, até aí tinha tido mais de três jogos por fim de semana.

Estranhando este caso tentei pedir um esclarecimento junto do CA, ao qual não obtive qualquer resposta, somente no dia 19 de Outubro de 2011 recebi um email do CA com o seguinte teor:

“Vimos por este meio convocá-lo para uma reunião com o Conselho de Arbitragem na próxima terça-feira dia 25-10-2011 pelas 21:30 na Associação de Futebol de Viseu.

Deve confirmar a receção deste email e também a sua presença.”

Sendo assim, estou há três semanas sem obter qualquer resposta, alem de um adiamento da reunião para dia 31 de Outubro de 2011 pelas 21 horas.

Mais informo que fui contactado pela TSF para prestar depoimento sobre o meu caso, ao qual não prestei qualquer comentário, no entanto liguei para o senhor João Caiado presidente do CA questionando se poderia ser entrevistado pela TSF, ao qual o senhor me respondeu por telefone: “Não podes nada, vai para o Caralho”

Posto isto, estou com algum receio desta reunião dado que temo pela minha integridade moral.

Tenho sido promovido todos os anos de categoria, e este ano que ambicionava a subida aos nacionais, não tenho dúvidas em afirmar que não me estão a permitir essa subida encostando me a parede sem eu ter cometido qualquer delito.

Mais afirmo que este tratamento não é mais que um assédio moral executado pela parte do CA, assim como tenho a certeza que estou a ser descriminado de forma radical.

Vinha por este meio solicitar ao Reccord para divulgar este meu caso revoltante. É de salientar que só sobe um arbitro por ano aos nacionais, e nesse quadro esta nada mais nada menos que o filho do presidente do CA. Estou a ser forçado a abandonar a arbitragem, porque a verdade é que não chega ao topo quem arbitra bem, mas quem tem uma boa cunha.

Sem mais assunto, agradeço o tempo perdido com o meu caso.

Aspirante a Oficial do Exército – Engenheiro mecânico Hélder Bernardo Ferreira