Antena paranóica: ratoeira na cama “apanha” Castelo Branco

A confirmarem-se os pormenores abjectos do escândalo sexual que o “CM” esta semana revelou, José Castelo Branco arrisca a “carreira”. E se o seu comportamento há muito denunciara qualidades inatas para cenas chocantes, não se pensaria que pudesse cair numa ratoeira de alcova. Não pelo despudor, que nunca lhe falta, mas pela indiferença face ao perigo que os telemóveis – que tudo registam – hoje constituem para os que vivem a negar o que os compromete.

Seja como for, veremos o que vem a seguir. Abandonarão os media a sua atracção por uma personagem que as pessoas normais jamais convidariam para sua casa mas cuja amoralidade suscita a atenção de um público culturalmente menos exigente e sempre curioso em perceber se a aberração tem limites?

A imprensa cor-de-rosa fará o teste: venderá Castelo Branco papel como vendia ou os leitores penalizarão o que parece ser uma repelente promiscuidade? Se a sua cotação nesse mercado cair, talvez a televisão, ou seja a TVI, o rejeite. Mas se houver a tolerância do costume, ele voltará. Infelizmente, digo eu.

Antena paranóica, crónica publicada na edição impressa do Coreio da Manhã de 1 outubro 2011

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