Antena paranóica: o privilégio da “Praça da Alegria”

Vou fazer aqui uma confidência: sou telespectador assíduo dos programas das manhãs. Bem, a verdade é que nunca por lá ando mais de cinco minutos, talvez dez se der com alguma conversa que me interesse. Acordo com as galinhas e com as notícias e, depois, enquanto me preparo para a sobrevivência diária na selva, vou olhando para o pequeno ecrã.

Sou fã, há décadas – credo! – do profissionalismo de Manuel Luís Goucha e aprecio as qualidades de Júlia Pinheiro, mas preciso de uma segunda confissão: fixo-me regularmente na “Praça da Alegria”, já que prefiro hoje temas um pouco mais “sérios” e menos voltados para a captação de audiências “à outrance”.

Além disso, na RTP não há um apresentador-vedeta, a dupla Sónia Araújo/Jorge Gabriel completa-se. E consegue tratar com elegância assuntos delicados e dar, com simplicidade e humor, um toque de bom gosto ao que é mais ligeiro. Os dois comunicadores concedem ainda ao público um privilégio: o de os ver envelhecer juntos. Longe das suas famílias, ano após ano, três horas por dia especialmente para si…

Antena paranóica, crónica publicada na edição impressa do Correio da Manhã de 29 outubro 2011

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