Colunista do "Record" e do "Correio da Manhã", anarco-individualista e adepto do Belenenses e do Real Madrid, Alexandre Pais foi diretor do "24horas", de 2001 a 2003, e do "Record", de 2003 a 2013, tendo iniciado o seu percurso jornalístico no "Mundo Desportivo", em 1964.

Antena paranóica: o foco nos resultados

Já aqui escrevi que considero
“A tua cara não me é estranha” um programa deplorável, mas confesso-me fã, isso
sim, das suas “cabecinhas pensadoras”, cujo foco se centra nos resultados.

Poucos acreditarão que os
papéis atribuídos aos intérpretes da produção da TVI sejam aleatórios e menos
crédulos haverá desde que “calhou” a Sónia Brazão imitar Cândida Branca-Flor, a
cantora desaparecida em condições tão trágicas que a aceitação do espectador
pelo trabalho da actriz só pode ter sido muito alta.

E a última “gala” provou
que não há coincidências, com o convite aos actores Sara Barradas e José
Raposo, alimentadores de capas nas revistas cor-de-rosa, para fazerem o seu
número, com a bênção de Maria João Abreu, ex-mulher do Zé, que promoveu também
o próprio romance, ao colo do namorado.

Sara é bem mais nova que
Raposo e Maria João é mais velha do que o João dela, pelo que tê-los todos
juntos, e aos beijos, constituiu a felicidade total para uma estação que aposta
em audiências e na liderança. A mim, não me interessa, mas que é de quem sabe,
é.

Antena paranóica, crónica publicada na edição impressa do Correio da Manhã de 17 março 2012