Antena paranóica: crítica macia a minha…

Amigos que me concedem o privilégio de ler esta coluna acham-na macia para certos programas e seus protagonistas. Sou levado a dar-lhes razão, pois procuro mais os ângulos positivos de apreciação, embora rejeitando que se me possa aplicar a frase, do moralista François de La Rochefoucauld, que há dias circulava no Twitter: “Não se elogia, por norma, senão para ser elogiado”.

Como estou numa fase da vida em que já não dependo de elogios ou de favores, quero até vincar essa “brandura” e deixar uma palavra de simpatia ao Mário Crespo, o “oportunista” que teria sido convidado para correspondente da RTP, em Nova Iorque. Não sei se foi, nem me interessa. A verdade é que se há jornalista com perfil para aquela função – e para muitas outras – ele é o homem.

O problema é que não há troika ou divindade que seja capaz de estancar, entre nós, a frustração de quem se espaneja no ódio. E no dia em que a “Antena paranóica” entra no segundo ano – e agradeço ao CM e aos seus leitores a paciência – quero ser claro: não me deixo confundir com essa gente.

Antena paranóica, crónica publicada na edição impressa do CM de 3 setembro 2011

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