Amália de azul

Há anos, um jornalista do “Record” levou Carlos Lopes a uma escola secundária, para uma ação lúdica. E de lá voltou chocado: os alunos não sabiam quem era o homem que tinham à sua frente. E tratava-se “apenas” do primeiro português medalhado com o ouro olímpico, triplo campeão do Mundo de corta-mato e recordista mundial da maratona, entre muitos outros êxitos. Até as lendas o tempo apaga da espuma dos dias.

Amália, sendo também – e especialmente ela – do patamar dos mitos, não é Carlos Lopes porque pode permanecer connosco graças aos registos audiovisuais. Se a sua imortalidade dependesse do conhecimento das novas gerações, já era.

Ainda assim, bem andaram aqueles que sob as mais diversas formas de arte assinalaram o centenário da diva. Acredito mesmo que, num dia em que se lembre, a ministra da Cultura não deixará de prestar à artista a homenagem que, em boa verdade, ela dispensa.

A televisão cumpriu igualmente o que lhe cabia e agradeço ao Carlos Andrade por ter levado Amália à “Circulatura do Quadrado”, da TVI24, através de uma foto da fadista com a camisola do seu clube, o Belenenses, que o Carlos a convenceu a vestir e com a qual fizemos a primeira página do semanário “Off-Side”. Foi há 38 anos, ai, ai…

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