Alterar o paradigma para reinventar o negócio, ou seja, nadar para não morrer afogado

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“Para reinventar o modelo de negócio da rádio será necessário alterar o seu
próprio paradigma”

26 de Setembro de 2012 às 00:45:40

, por Pedro
Durães
 in “Meios & Publicidade”

É esta a opinião da professora Paula Cordeiro,
impulsionadora da Rádio em Congresso, iniciativa cuja 3ª edição tem hoje lugar
no Instituto de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), Pólo Universitário da
Ajuda (Lisboa). A professora no ISCSP e pró-reitora da Universidade Técnica de
Lisboa fala sobre o evento onde, em debate estarão “profissionais e
investigadores, estudantes e estagiários e directores, administradores de
empresas de media e comunicação para debater os futuros modelos de negócio da
música e da rádio em Portugal”, com o tema base Business as Usual: Music, Radio
and Social Media.

Meios & Publicidade (M&P): O tema principal do congresso fala
sobre a ligação entre a rádio, a música e o social media. De que forma é que
esta tríade deve ser conjugada no sentido de obter o melhor resultado possível
para as rádios?

Paula Cordeiro (PC): A tríade relativa ao tema do congresso não se foca
apenas na forma como rádio, música e redes sociais se devem conjugar para criar
novos modelos de negócio, mas antes na forma como a indústria discográfica e a
radiodifusão poderão utilizar os meios e redes sociais para potenciar o seu
modelo de negócio.

M&P: Como é que o sector se está a adaptar à internet? Está a
tirar partido ou a falhar oportunidades?

PC: A rádio tem sido, de todos os meios de comunicação social, aquele que
melhor se soube adaptar à internet, transformando a rádio num meio efectivamente
multimédia e interactivo. A internet é, actualmente, uma plataforma complementar
aos formatos tradicionais de publicidade na rádio.

M&P: Quais são os principais desafios que o sector enfrenta
actualmente?

PC: Para reinventar o modelo de negócio da rádio será necessário alterar o
seu próprio paradigma: conjugando, por um lado, o share de audiência, com outras
métricas de grande importância no contexto actual e que se prendem com a forma
como poderemos medir conteúdos e o seu valor. Medir a interactividade e o valor
das interacções será, talvez, o maior desafio. E não é um desafio da rádio, é um
desafio das marcas, ao comunicarem com o seu público.

M&P: O que podemos esperar desta terceira edição do Rádio em
Congresso?

PC: O rádio em Congresso procurou desde a primeira edição assumir-se como o
ponto de encontro dos profissionais da rádio. Será um dia inteiro dedicado à
rádio, música e internet, com a parceria da revista Dance Club, que nos permitiu
alargar o horário do evento e enriquecer as sessões com mais ideias e opiniões,
diversificando a abordagem.

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