Colunista do "Record" e do "Correio da Manhã", anarco-individualista e adepto do Belenenses e do Real Madrid, Alexandre Pais foi diretor do "24horas", de 2001 a 2003, e do "Record", de 2003 a 2013, tendo iniciado o seu percurso jornalístico no "Mundo Desportivo", em 1964.

Acabaram os Jogos: um abraço, Bernardinho

 Muserskiy 

Confesso que estou exausto. Mesmo para um adepto de quase todas modalidades desportivas, como eu, foram dias, horas de competição a mais, um desgaste agravado pelos nervos provocados por opções de transmissão incompreensíveis por parte de RTP e Eurosport.

Ainda por cima, tudo terminou para mim com o jogo do século no voleibol masculino, um match épico, com um desenlace inacreditável. O Brasil, a vencer por 2-0, e com 22-19 já no terceiro set, tinha o adversário aos papéis, os adeptos a dançar nas bancadas e um dos comentadores da RTP, uma anedota, a falar da “descrença” russa. E teve depois dois “gold medal points” e a glória olímpica nas mãos.

Mas os “descrentes” dispunham de um trunfo com 2 metros e 18, um rematador brutal, de seu nome Muserskiy, que começou a acertar autênticas “pedradas” que destroçaram o até então instransponível bloco canarinho – e assim transformaram, para glória do desporto e desespero de 180 milhões de brasileiros, o iminente 3-0 num incrível 2-3.

Um abraço, Bernardinho. Serás campeão para a próxima, outra vez. Agora, deixa-me lá descansar esta cabeça. Uff!…

Passe curto, publicado na edição impressa de Record de 14 agosto 2012

 
Bernardo Rezende, “Bernardinho”, foi medalha de prata como jogador, em Los Angeles, em 1984, campeão mundial
como selecionador, em 2002, na Argentina, em 2006, no Japão, e em 2010, em Itália. E ganhou também a medalha
de bronze nos Jogos de Atlanta, em 1996, com a seleção feminina, a de prata em 2008, em Pequim, 
e em 2012,
em Londres, e a de ouro em Atenas, em 2004, com a seleção masculina. Ao todo, 5 medalhas 
olímpicas, além de
várias dezenas de outros títulos mundiais e de grandes torneios internacionais, como jogador e treinador. Um monstro!

C onfesso que estou exausto. Mesmo para um adepto de quase todas modalidades desportivas, como eu, foram dias, horas de competição a mais, um desgaste agravado pelos nervos provocados por opções de transmissão incompreensíveis por parte de RTP e Eurosport.
Ainda por cima, tudo terminou para mim com o jogo do século no voleibol masculino, um match épico, com um desenlace inacreditável. O Brasil, a vencer por 2-0, e com 22-19 já no terceiro set, tinha o adversário aos papéis, os adeptos a dançar nas bancadas e um dos comentadores da RTP, uma anedota, a falar da “descrença” russa. E teve depois dois “gold medal points” e a glória olímpica nas mãos.
Mas os “descrentes” tinham um trunfo com 2 metros e 18, um rematador brutal de seu nome Musersky, que começou a acertar autênticas “pedradas” que destroçaram o até então instransponível bloco canarinho – e assim transformaram, para glória do desporto e desespero de 180 milhões de brasileiros, o iminente 3-0 num incrível 2-3.
Um abraço, Bernardinho. Serás campeão para a próxima, outra vez. Agora, deixa-me lá descansar esta cabeça. Uff!…