A TAP a brincar aos aviões

Regresso de Barcelona num voo da TAP, uma hora e meia até Lisboa. Pouco após a partida, um passageiro sente-se mal e o comandante decide aterrar em Madrid, onde o doente é rapidamente retirado do aparelho.

Somos então informados de que o avião irá ser reabastecido “em 15 minutos”. Uma hora depois, dizem-nos que falta uma autorização escrita (!) – escrita, na era do online? – que chegará… “em 15 minutos”. Outra hora decorrida e já sob alguns protestos e com crianças a chorar, a tripulação resolve servir um lanche pour épater le bourgeois – meia (!) sandes de fiambre de má qualidade. Finalmente, é dado sinal de partida, a verificar-se de novo… “em 15 minutos” porque existia uma fila de espera para levantar voo, coisa para outra hora. E assim, só três horas após o previsto, e com mais de cinco (!) dentro do avião, aterrei em Lisboa.

Se ninguém tem culpa de uma doença súbita, ficou a sensação de total incapacidade da TAP em Lisboa para abreviar a burocracia de Barajas e libertar com brevidade os passageiros, muitos deles desesperados, com voos de ligação perdidos. Moral da história: esta TAP, que também já não oferece jornais e revistas aos passageiros – um serviço com mais de meio século! –, parece bem pior do que a outra.

Observador, Sábado, 7ABR16

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